A Remedy Entertainment saiu em defesa da Epic Games e do CEO Tim Sweeney após críticas vindas de Michael Douse, líder de publicação da Larian Studios, a respeito da ausência de Alan Wake 2 na Steam. A polêmica começou quando Douse questionou se a exclusividade na Epic Games Store não teria causado uma perda de “centenas de milhões em receita” para o estúdio finlandês, sugerindo que a escolha teria contribuído para uma crise financeira.
Remedy afirma que Alan Wake 2 só existe graças à Epic
Hi. There would be no Alan Wake 2 without Epic Publishing. The publishing deal with Epic was very fair to Remedy. While these complex deals can often take even a year to reach their conclusion, and may not always be fair to the developer, this one was. And it only took months to… https://t.co/UOPtuUdeYZ
— Remedy Entertainment 🔻Wishlist CONTROL Resonant! (@remedygames) January 22, 2026
Respondendo diretamente à crítica, a conta oficial da Remedy publicou no Bluesky que Alan Wake 2 não teria sido possível sem o apoio financeiro da Epic Games. Segundo o estúdio, o acordo de publicação foi “muito justo” e fechado em poucos meses, algo considerado atípico em negociações desse porte. A Remedy reforçou ainda que, embora acordos de exclusividade sejam complexos, a parceria com a Epic foi vantajosa para o estúdio desde o início.
O comentário veio após uma declaração de Tim Sweeney, que defendeu as ofertas de jogos gratuitos e acordos de exclusividade da Epic Games Store, afirmando que “jogadores e desenvolvedores vencem ao terem mais opções e melhores ofertas”. A publicação foi interpretada por Douse como excessivamente idealista, especialmente diante do contexto financeiro da Remedy após o lançamento de Alan Wake 2.
Críticas surgem em meio a desafios recentes
As declarações de Douse surgem em um momento delicado para a Remedy. Em outubro, o CEO Tero Virtala anunciou sua saída após quase uma década no cargo, pouco tempo depois das vendas abaixo do esperado de FBC: Firebreak. O título, também publicado pela Epic, não alcançou os resultados previstos, gerando dúvidas sobre a sustentabilidade da estratégia de exclusividade na loja.
Apesar disso, a Remedy reafirma que a decisão de não lançar Alan Wake 2 na Steam não foi prejudicial, mas sim uma escolha necessária para viabilizar o projeto. A resposta também reforça o papel da Epic como parceira estratégica, em contraste com a visão de que a ausência na Steam tenha sido um erro comercial.

