A Microsoft divulgou os resultados do quarto trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 30 de junho, com receita de US$ 90,0 bilhões, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro operacional somou US$ 40,6 bilhões, enquanto o lucro líquido GAAP foi de US$ 35,8 bilhões, avanço de 31%.
No acumulado do ano fiscal, a empresa registrou receita de US$ 331,8 bilhões, crescimento de 18%, e lucro operacional de US$ 155,2 bilhões, alta de 21%. O lucro líquido GAAP no exercício subiu 31%, para US$ 133,7 bilhões. Segundo a companhia, os resultados foram impulsionados pela força do Microsoft Cloud e pela expansão contínua de sua operação em IA.
O segmento More Personal Computing, onde está o Xbox, caiu 4% no trimestre e fechou em US$ 12,9 bilhões. Dentro da divisão, a receita de Xbox content and services caiu 10%, enquanto a receita de hardware recuou 13%. No ano fiscal completo, a receita total de Xbox caiu 7%, para US$ 21,79 bilhões, e a receita de conteúdo e serviços caiu 5%.
Essa é a quarta queda trimestral consecutiva da receita de Xbox, o que reforça a pressão sobre a divisão mesmo com o restante da Microsoft em forte expansão. O relatório também indica que o desempenho de conteúdo e serviços ficou ligeiramente melhor do que a expectativa citada, com recuo menor do que o previsto para o trimestre.
A Microsoft Cloud faturou US$ 59,3 bilhões no trimestre, alta de 27%, enquanto o Intelligent Cloud chegou a US$ 39,3 bilhões, crescimento de 32%. Já o segmento Productivity and Business Processes somou US$ 37,8 bilhões, avanço de 14%. No ano, a empresa devolveu US$ 10,2 bilhões aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações.
O contraste entre o desempenho geral e a queda do Xbox é evidente. A Microsoft acelera em nuvem e IA, mas o negócio de games segue pressionado por hardware mais fraco e queda no consumo de conteúdo. Isso ajuda a explicar por que a divisão continua sendo tratada como um ponto sensível dentro da companhia, mesmo com o restante da operação batendo recordes.


