O cenário competitivo de Counter-Strike no Brasil atravessa uma fase de reestruturação, e 37% das equipes avaliadas ainda não oferecem salário fixo aos jogadores. O número, próximo de 40%, foi identificado em um levantamento com times presentes no ranking das Américas do Valve Regional Standing (VRS) e que disputaram partidas recentemente.
A análise mostra que 63% das organizações possuem algum tipo de remuneração fixa para os atletas. No entanto, quando as principais estruturas do país são retiradas da conta, a realidade das equipes menores se torna ainda mais difícil. Parte delas depende exclusivamente de premiações, esforço próprio e eventuais oportunidades comerciais para continuar ativa.
Equipes com salário no cenário competitivo de CS
Entre os times listados com remuneração estão Legacy, FURIA, MIBR, DENDELE, Imperial, paiN, Fluxo, BESTIA, Galorys, Bounty Hunters, Yawara, ALKA, MIBR fe, BESTIA Academy, Grêmio, METANOIA Wolves e paiN Academy.
O levantamento não inclui algumas equipes que também possuem jogadores assalariados, como as academias de RED Canids e Bounty Hunters, além da RUSH. Por isso, os dados representam apenas o recorte de organizações com posição no ranking regional e partidas recentes.
Equipes sem salário
Na lista de times sem remuneração fixa aparecem LP, Turma do Pagode, ex-ODDIK, Low Cortisol, QUINTESSÊNCIA, Mira, BORRACHEIROS, EHISTO BASE, MEIA NOITE e Sementes do mal.
Mesmo entre as organizações que pagam salários, há problemas importantes. A METANOIA Wolves, por exemplo, enfrenta atrasos nos pagamentos. Luiz Tineu afirmou que o elenco estava sem receber havia “praticamente três meses”, situação que contribuiu para sua decisão de deixar o clube.
Instabilidade no cenário brasileiro
A dificuldade financeira também aparece no fechamento de projetos. A ODDIK encerrou suas atividades competitivas, enquanto a Keyd Stars deixou o cenário diante das mudanças no modelo competitivo de Counter-Strike e da proibição das casas de apostas. A LOUD também desfez a equipe formada pela line-up da LargadosyPelados, sem realizar um anúncio oficial sobre a decisão.
O quadro indica que a adaptação ao VRS acontece em um ambiente com menos receitas de adesivos e patrocínios. Para as equipes fora do topo, manter uma operação profissional continua sendo o principal desafio, e a existência de contratos salariais não garante, por si só, estabilidade financeira.

