O PSSR 2 no PS5 Pro entrega uma imagem significativamente melhor em vários jogos, segundo análise da Digital Foundry, que testou a tecnologia em mais de 20 títulos e apontou avanços claros em relação à versão anterior.
A avaliação vem de Oliver Mackenzie, que destacou que o novo upscaler da Sony consegue oferecer uma qualidade de imagem “muito melhor no geral”, mesmo ainda apresentando alguns problemas específicos. O primeiro PSSR teve uma recepção inconsistente, com casos em que a imagem ficava pior do que no hardware anterior sem a tecnologia.
PSSR 2 no PS5 Pro melhora estabilidade e reduz problemas visuais

De acordo com a análise, os jogos podem usar o PSSR 2 de três formas diferentes. A primeira é por meio de atualizações específicas feitas pelos desenvolvedores. A segunda acontece quando títulos são liberados via whitelist, permitindo que o novo upscaler seja aplicado automaticamente por meio de atualizações do sistema do console.
A terceira opção exige ação manual do jogador, ativando a função “melhorar qualidade de imagem do PSSR” nas configurações do console. Sem isso, jogos que ainda não receberam atualização ou não estão na lista liberada continuam utilizando o PSSR 1.
Nos testes, jogos como Gran Turismo 7 apresentaram ganhos claros, principalmente na estabilidade de imagem durante movimento. Já títulos como Silent Hill f tiveram melhorias visuais evidentes, com redução significativa de ruído, especialmente em projetos que utilizam a Unreal Engine 5.
Por outro lado, ainda existem falhas. Dragon’s Dogma 2 e Star Wars Jedi: Survivor continuam apresentando problemas como padrões visuais estranhos e reflexos com aparência ruidosa durante movimentação.
Apesar dessas limitações, a conclusão da Digital Foundry é que o PSSR 2 já se tornou a melhor opção disponível para quem joga no PS5 Pro com títulos compatíveis. A evolução indica que a Sony está ajustando sua tecnologia própria de upscaling, aproximando-se de soluções mais maduras vistas no mercado.
Na prática, isso mostra que o PS5 Pro começa a justificar melhor sua proposta técnica, mas ainda depende de suporte contínuo dos estúdios para atingir todo o seu potencial. Se a Sony mantiver esse ritmo de evolução, a tecnologia pode deixar de ser um ponto fraco e virar um diferencial competitivo — mas ainda há caminho pela frente.

