O produtor veterano da série The Legend of Zelda, Eiji Aonuma, afirmou que a evolução do hardware vai além de remover limitações técnicas, influenciando diretamente as decisões de design de jogos. Em entrevista ao site Polygon, Aonuma refletiu sobre como o avanço tecnológico da Nintendo permitiu criar experiências mais abertas e integradas, como foi o caso de Tears of the Kingdom, lançado em 2023.
Zelda deixou de lado as limitações de design dos jogos antigos

Segundo Aonuma, muitos elementos clássicos da franquia, como as masmorras, surgiram como uma resposta direta às restrições do hardware de gerações anteriores. “No passado, você precisava de uma situação com entrada e saída, e foi por isso que criamos as masmorras”, explicou. Com o poder atual dos consoles, esses espaços separados foram substituídos por estruturas interconectadas, oferecendo aos jogadores um mundo mais fluido e integrado.
Essa liberdade estrutural abriu caminho para experiências inovadoras, como a construção de veículos e engenhocas em Tears of the Kingdom. O produtor destacou que “a liberdade foi possibilitada pela evolução do hardware, e isso influenciou positivamente o design”. A visão da equipe era fazer tudo possível para que os jogadores explorassem da forma que quisessem.
Switch original continua sendo superado pela criatividade
Mesmo com as limitações do Nintendo Switch original, o sucesso de Tears of the Kingdom provou que ideias ousadas podem ser implementadas com inteligência técnica. Lançado quase três anos atrás, o jogo ainda surpreende jogadores com mecânicas que desafiam as expectativas e muitas vezes parecem quebrar as regras do próprio sistema — sem de fato fazê-lo.
A fala de Aonuma reforça como a criatividade de uma equipe de desenvolvimento pode transformar limitações técnicas em oportunidades de inovação. Com a chegada do Nintendo Switch 2, a expectativa é que a série Zelda continue evoluindo, agora com ainda mais liberdade para expandir seus sistemas de forma ainda mais orgânica e surpreendente.

