A potência do processador do PlayStation 2 foi tão expressiva na época de seu lançamento que chegou a gerar preocupações militares, segundo revelou Kazuhiko Aoki, responsável por Final Fantasy 9. A revelação surgiu em meio ao silêncio sobre o remake do jogo, com o desenvolvedor compartilhando detalhes curiosos dos bastidores da transição entre gerações.
Durante uma entrevista à revista Famitsu, Aoki contou que enfrentou dificuldades para testar Final Fantasy 9 no console da Sony devido às restrições de exportação envolvendo o hardware. No fim de sua estadia no Havaí, existia a possibilidade de que ele recebesse um kit de testes do PS2, mas os obstáculos foram maiores do que o esperado.
PS2 teve exportação limitada por risco de uso militar
Aoki explicou que o processador do PlayStation 2 era considerado “poderoso demais” e que havia receios de que ele pudesse ser utilizado para fins militares. Por esse motivo, a distribuição do console fora do Japão era controlada de forma mais rigorosa, especialmente em regiões como os Estados Unidos. Esse controle dificultou o acesso da equipe de desenvolvimento ao novo hardware, o que comprometeu os testes iniciais.
Ainda assim, com o tempo e após enfrentar uma “situação muito difícil”, segundo o próprio desenvolvedor, o kit de testes do PS2 foi finalmente entregue à equipe de Final Fantasy 9. A informação destaca como a tecnologia do console da Sony estava à frente de seu tempo e teve repercussões até fora do setor de entretenimento.

