O PlayStation 5 consegue executar Cyberpunk 2077 com path tracing a 35 FPS, mas somente ao reduzir a resolução interna para 348p, segundo testes recentes feitos com um novo carregador Linux disponível para o console. A capacidade inédita foi explorada por especialistas do Digital Foundry, que avaliaram também Quake II RTX e Portal com RTX, mostrando o limite do hardware para essa técnica gráfica avançada.
Performance em path tracing nos jogos testados no PlayStation 5

O experimento envolveu três jogos que representam diferentes estágios de path tracing em PCs, usados para entender o desempenho no PS5. Quake II RTX rodou a 60 FPS com algumas concessões, como a redução da resolução para cerca de 540p e uso de escalonamento dinâmico, indicando que títulos indie com recursos gráficos menos exigentes poderiam adotar a tecnologia no console.
Já Portal com RTX apresentou desempenho inferior, atingindo cerca de 30 FPS a 1080p com resolução interna ainda limitada a 540p, mas com qualidade de imagem comprometida por problemas no denoising. A experiência foi considerada apenas experimental e não recomendada para gameplay regular.
No caso de Cyberpunk 2077, o mais exigente dos três, o console alcançou taxas próximas de 27 FPS a 1080p usando XeSS em modo Performance, mas a jogabilidade aceitável só veio após o downgrade da resolução interna para 348p. Com o mod PT Optimized, que reduz o número de rebotes dos raios no path tracing, esse valor subiu para 35,5 FPS. O uso de AMD FSR 3.1 para geração de frames chegou a 70 FPS, porém com qualidade visual inferior por causa da interpolação.
Os especialistas destacam que a experiência passou longe de ser perfeita, sobretudo pela baixa resolução e instabilidade nos tempos de frame, mas evidencia que o PS5 tem potencial para suportar path tracing em alguma medida. A implementação de hardware dedicado ao ray tracing e melhorias como PSSR no PlayStation 5 Pro, demonstrados na demo da F1 25 na GDC 2026, poderiam resultar em ganhos significativos.
Com o PlayStation 6 prometendo avanços notáveis em ray tracing e suporte obrigatório a PSSR, é plausível esperar que os títulos da próxima geração adotem o path tracing de forma mais consistente. Contudo, o compromisso com suporte a dispositivos portáteis pode limitar essas implementações mais ambiciosas.
Essa descoberta reforça que, apesar do PS5 não ter sido projetado para path tracing, ele consegue executar jogos nessa tecnologia, embora com severas limitações. Para fãs e desenvolvedores, isso abre uma discussão sobre até onde o hardware atual pode ir em termos de gráficos realistas e quais recursos serão essenciais nas próximas gerações.


