O Nintendo Switch 2 ganhou um modo portátil aprimorado que pode transformar jogos do console original em algo próximo de um remaster automático, segundo análise da Digital Foundry. O recurso utiliza o hardware mais potente do novo aparelho para elevar resolução e desempenho sem necessidade de atualizações dos desenvolvedores.
Nos testes, jogos que rodavam a 720p no portátil do primeiro Switch agora alcançam até 1080p nativos, com melhorias visíveis na nitidez da imagem. Títulos como Mario Kart 8 Deluxe e Luigi’s Mansion 3 foram citados como exemplos claros do ganho visual.
Jogos que utilizavam resoluções internas mais baixas também se beneficiam. Casos como Persona 5 Royal e Yoshi’s Crafted World apresentam imagem mais limpa e detalhes mais definidos. Já títulos mais pesados, como DOOM Eternal e Wolfenstein II: The New Colossus, passam a rodar com resoluções mais altas e configurações gráficas próximas do modo docked.
O ganho de desempenho também é significativo em alguns casos. Em Resident Evil 5, por exemplo, o framerate que antes variava entre 20 e 30 fps pode chegar a cerca de 50 fps no novo modo portátil, praticamente dobrando a fluidez.
O principal ponto negativo é o impacto na bateria. Segundo a Digital Foundry, o recurso reduz a autonomia em aproximadamente 25%, o que pode limitar o uso prolongado fora da tomada.
Ainda assim, a funcionalidade é vista como um avanço relevante. Ao melhorar automaticamente grande parte do catálogo sem exigir patches, o Switch 2 entrega uma solução prática para valorizar jogos antigos — e pode tornar desnecessários muitos relançamentos pagos que eram comuns na geração anterior.


