Nobuo Uematsu considera grande parte da trilha de Final Fantasy VII entediante

Nobuo Uematsu, compositor responsável pela trilha sonora de Final Fantasy VII, não considera o trabalho um de seus melhores. Em uma declaração incluída na biografia Nobuo Uematsu: On The Record, lançada oficialmente pela VIZ Media em 15 de setembro de 2026, o músico afirmou que a maior parte das faixas do RPG é entediante quando comparada às músicas dos jogos anteriores da série.

Critical Hits
Receba as melhores ofertas em Games, Informática e Tecnologia no seu celular

A avaliação, no entanto, não se aplica a todas as composições. Uematsu citou One-Winged Angel como uma das exceções e reconheceu que algumas músicas se tornaram favoritas do público. Ainda assim, sua opinião contrasta diretamente com a forma como a trilha de Final Fantasy VII é lembrada por muitos jogadores, especialmente por faixas associadas a locais, personagens e momentos importantes da aventura de Cloud.

PUBLICIDADE

O compositor também explicou o motivo de ter adotado uma abordagem diferente no jogo lançado originalmente em 1997. Com a transição do NES e do Super Famicom para o PlayStation, a série passou a contar com visuais muito mais elaborados. Para Uematsu, essa evolução alterou a função da música dentro da narrativa.

Nos títulos anteriores, as composições tinham um papel mais ativo na condução da história. Em Final Fantasy VII, porém, os gráficos eram capazes de transmitir uma parcela maior das emoções e dos acontecimentos. Por isso, ele preferiu criar músicas que não disputassem a atenção do jogador com as imagens e a ação na tela. Segundo o compositor, uma melodia muito marcante poderia acabar distraindo durante a experiência.

Os comentários provocaram discussões entre os fãs, mas a reação não foi predominantemente hostil. Muitos jogadores destacaram que a trilha sonora é parte essencial das memórias construídas com Final Fantasy VII e que praticamente qualquer faixa é capaz de evocar uma lembrança específica. Outros observaram que é comum artistas enxergarem seus próprios trabalhos de maneira mais crítica do que o público.

A declaração revela uma diferença interessante entre intenção e impacto. Uematsu pode ter buscado uma trilha menos chamativa para acompanhar a evolução visual do jogo, mas o resultado acabou produzindo músicas que permanecem profundamente marcadas na memória dos jogadores. Nesse caso, a percepção do público transformou uma escolha discreta em uma das identidades sonoras mais reconhecíveis da história dos games.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.