Uma ação coletiva foi movida contra a Nintendo nos Estados Unidos por dois consumidores que argumentam que os reembolsos das tarifas comerciais deveriam ir para quem pagou os preços elevados, não ficar com a empresa.
A ação foi registrada no tribunal do Distrito Oeste de Washington por Gregory Hoffert, da Califórnia, e Prashant Sharan, de Washington, estado onde a Nintendo of America tem sede. Reportada primeiramente por Stephen Totilo no Game File, a ação argumenta que a Nintendo estaria em vias de receber o mesmo dinheiro duas vezes: primeiro dos consumidores, através dos preços mais altos praticados durante o período das tarifas, e depois do governo federal, através dos reembolsos com juros.
O contexto que tornou o processo possível

Em março, a própria Nintendo havia processado o governo dos Estados Unidos contestando as tarifas impostas durante o governo Donald Trump. As tarifas foram consideradas inconstitucionais, e o governo americano iniciou o processo de devolução dos valores arrecadados às empresas afetadas.
Foi justamente após esse processo que Totilo questionou a Nintendo sobre a possibilidade de repassar os reembolsos aos consumidores. A empresa evitou responder diretamente, o que abriu espaço para a ação coletiva que se seguiu.
O processo busca representar todos os consumidores americanos que compraram produtos Nintendo com preços elevados entre 1º de fevereiro de 2025 e 24 de fevereiro de 2026, alegando enriquecimento ilícito e violação da lei de proteção ao consumidor do estado de Washington. A Nintendo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o processo.


