Thomas Mahler, CEO da Moon Studios e diretor dos jogos Ori e do próximo No Rest for the Wicked, afirmou que a empresa utiliza a inteligência artificial apenas para automatizar tarefas repetitivas, mas descarta seu uso na criação artística e narrativa. A declaração foi dada em entrevista recente, onde ele explicou a linha adotada pelo estúdio austríaco em relação às ferramentas de IA no desenvolvimento de jogos.
Limites do uso da IA na produção criativa da Moon Studios

Segundo Mahler, a IA é útil para funções que exigem trabalho mecânico, como organizar dados ou criar exportadores automáticos para agilizar o trabalho dos animadores. Ele cita o exemplo de um designer que precisava coletar informações para animadores em uma grande planilha do Excel, mas a equipe acabou empregando a IA para automatizar essa tarefa e tornar o processo mais eficiente.
No entanto, para arte e narrativa, a posição da Moon Studios é de rejeição ao uso da inteligência artificial. Mahler testou a geração de conteúdo criativo pela IA diversas vezes e considera os resultados “genéricos” para arte, e os diálogos e histórias “risíveis” quando comparados ao trabalho de artistas talentosos. Ele ressalta ainda que na Moon Studios privilegiam o trabalho manual para garantir total controle sobre a qualidade dos seus produtos.
A abordagem pragmática adotada pelo estúdio enfatiza que, embora a IA possa otimizar tarefas cansativas e repetitivas, a criação artística e o desenvolvimento do enredo devem permanecer sob supervisão humana. Mahler reforça que mesmo com possíveis avanços futuros dessas ferramentas, a Moon Studios prefere manter o controle criativo estrito para preservar o padrão de qualidade esperado dos seus títulos.
Fonte: WCCFTECH

