O leaker Moore’s Law Is Dead (MLID) publicou um vídeo com novos vazamentos que, segundo ele, provam a existência do PS6 portátil a partir de documentações internas da Sony — e aproveita para recomendar que jogadores esperem a próxima geração antes de investir no PS5 Pro.
O principal argumento técnico de MLID gira em torno do “modo de economia de energia” que a Sony vem implementando nos SDKs do PS5. Segundo o leaker, esse modo não foi criado para economizar bateria como o nome sugere, mas sim como uma camada de compatibilidade direta com o PS6 portátil. As especificações do modo — quatro núcleos Zen 6C com oito threads para jogos e dois núcleos Zen 6 de baixo consumo para o sistema — correspondem exatamente aos specs que MLID havia vazado anteriormente para o hardware portátil da Sony. O fato de a Sony estar adicionando esse suporte retroativamente em todos os SDKs do PS5, inclusive os mais antigos, é tratado pelo leaker como evidência forte de que o objetivo é garantir compatibilidade ampla desde o início.
Outro ponto destacado no vídeo é o sistema “PlayGo” atualizado com o SDK 13, que funciona como a versão PlayStation do Smart Delivery da Xbox. Com ele, desenvolvedores podem separar pacotes de assets e texturas por console — PS4, PS5, PS5 Pro — e agora também pelo modo de economia de energia, tratado como se fosse um hardware completamente separado. Uma fonte interna citada por MLID foi direta: “a Sony só faria isso se esse modo fosse a base completa de um novo console”. Além disso, a Sony comunicou aos desenvolvedores que os serviços legados do PS4 serão descontinuados na primavera de 2026, pedindo migração para um SDK crossgen unificado — o que reforça a preparação para a transição de geração.
No que diz respeito ao design do PS6, MLID afirma ter tido acesso a documentações que mostram o console sendo projetado de ponta a ponta para reduzir custos de fabricação. Placa-mãe compacta, sistema de resfriamento mais simples, fonte de alimentação menor e dimensões físicas reduzidas — que barateiam até o envio — são as escolhas de engenharia citadas. A ideia seria usar o mesmo chip do portátil em uma versão de console doméstico, aproveitando economias de escala na produção do semicondutor e nos demais componentes.
A questão do preço final é onde MLID se torna mais assertivo. Com a queda nos preços de memória prevista para 2027 e o fato de a Sony ter aumentado recentemente o preço do PS5 e do PS5 Pro, o leaker acredita que o PS6 base pode ser lançado abaixo do preço atual do PS5 base — e com certeza abaixo dos US$ 900 do PS5 Pro. O custo estimado de produção (BOM) do PS6 gira em torno de US$ 760 por unidade segundo o insider KeplerL2, mas MLID acredita que com as quedas de custo previstas até o lançamento, um preço de venda de US$ 699 é viável caso a Sony subsidie parte do hardware.
Com base em tudo isso, a recomendação final do vídeo é clara: quem não tem urgência não deveria pagar US$ 900 no PS5 Pro agora. O PS6, mais potente, potencialmente mais barato e com lançamento previsto para 2027 ou início de 2028, representa um investimento mais racional para a maioria dos jogadores. MLID reconhece que ainda há incertezas, mas classifica o conjunto de evidências apresentado como o mais sólido que já compartilhou sobre a próxima geração da Sony.


