As vendas de mídia física nos Estados Unidos chegaram ao menor patamar já registrado, reforçando a perda de espaço dos discos e cartuchos no mercado de games. O dado chama atenção porque confirma uma tendência que vem se consolidando há anos, com cada vez mais consumidores migrando para versões digitais.
Esse cenário também ajuda a explicar por que o debate sobre a sobrevivência da mídia física continua tão presente na indústria. Em diferentes momentos, profissionais do setor e especialistas já apontaram que o formato ainda tem público, mas depende cada vez mais da disposição das empresas em mantê-lo vivo. Quando a oferta diminui, a tendência é que o espaço para esse tipo de produto fique ainda menor.
A queda nas vendas nos EUA não afeta apenas colecionadores ou jogadores que preferem ter o item em mãos. Ela também tem impacto direto na preservação de games, na revenda de usados e no acesso a títulos em regiões com internet mais limitada. Além disso, quanto mais o mercado se concentra no digital, mais o consumidor fica preso a plataformas, contas e políticas de distribuição que podem mudar com o tempo.
O novo recorde negativo, portanto, não é apenas um dado comercial isolado. Ele representa mais um sinal de que a mídia física está perdendo relevância em ritmo acelerado, e a indústria precisará decidir até que ponto ainda faz sentido tratá-la como parte importante da experiência de compra de jogos.

