Microsoft pode anunciar uma nova rodada de demissões ainda em janeiro de 2026, com cortes estimados entre 11 mil e 22 mil funcionários, de acordo com rumores publicados pelo site TipRanks. O motivo estaria ligado ao aumento nos custos de infraestrutura e investimentos em inteligência artificial, tornando essa possível leva de cortes a maior já realizada pela empresa.
O rumor indica que as demissões devem ocorrer na terceira semana do mês e afetar diferentes divisões, incluindo a equipe de jogos do Xbox e o setor de computação em nuvem Azure. Segundo fontes internas ouvidas sob anonimato, até mesmo funcionários de áreas estratégicas podem ser desligados como forma de equilibrar os custos operacionais associados à expansão de data centers e à adoção acelerada de IA.
Histórico recente de demissões reforça tendência
Nos últimos três anos, a Microsoft realizou cortes significativos sempre no mês de janeiro. Em 2023, cerca de 10 mil empregos foram eliminados, incluindo postos na Bethesda, The Coalition e 343 Industries. Já em 2024, após a aquisição da Activision Blizzard, 1.900 funcionários foram desligados, com destaque para o cancelamento de um novo jogo de sobrevivência do estúdio.
O ano de 2025 teve o maior impacto até agora. Embora o corte de janeiro tenha sido menor, em maio e julho a empresa demitiu mais de 7% de sua força de trabalho, encerrando projetos como Perfect Dark da The Initiative, Project Blackbird da ZeniMax e Everwild da Rare. Estúdios como Arkane Austin, Tango Gameworks e Turn 10 também foram atingidos, sendo este último rebaixado a um estúdio de suporte para a série Forza Horizon.
Estratégia inclui substituição de funções por agentes de IA
Após as demissões de julho de 2025, relatórios internos revelaram que a Microsoft intensificou os esforços para automatizar funções com o uso de agentes de inteligência artificial. O movimento seria uma forma de justificar os cortes e redirecionar investimentos para a expansão da infraestrutura de IA, mesmo que isso envolva eliminar milhares de postos de trabalho humanos.
Além das possíveis demissões, o relatório indica que a empresa deve implementar uma nova política de trabalho presencial a partir de 23 de fevereiro de 2026. Funcionários que moram a menos de 80 km de um escritório da empresa deverão comparecer presencialmente ao menos três vezes por semana. Internamente, essa decisão é vista como uma forma indireta de aumentar a rotatividade e incentivar saídas voluntárias.

