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Metal Gear Solid – Do pior ao melhor jogo da franquia

Você não precisa achar que Hideo Kojima é um gênio para reconhecer a importância de seus trabalhos. Durante mais de duas décadas trabalhando na Konami, ele ajudou a transformar a série Metal Gear Solid em uma das mais influentes da indústria. Seja pelas tramas complexas, brincadeiras ou pela pura qualidade dos jogos, cada lançamento era acompanhado de muita expectativa e reações do público.

Eleger quais são os melhores ou piores jogos da série é uma tarefa difícil, já que todos os games comandados por Kojima valem a pena de uma outra forma. No entanto, isso não nos impede de listar quais trabalhos do diretor acertaram mais ou menos em suas qualidades.

Do Pior ao Melhor Metal Gear Solid

Metal Gear Solid V: Ground Zeroes

  • Ano de lançamento: 2014
  • Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One e PC

Metal Gear Solid V: Ground Zeroes mostrou ao mundo as possibilidades que a Fox Engine podia trazer. Mais bonito do que qualquer outro jogo da série até então, ele evoluiu sistemas de furtividade e mostrou que Kojima também conseguia fazer sistemas de ação competentes e muito divertidos.

O que faz o jogo o primeiro de nossa lista é o fato de que ele é essencialmente uma demonstração um pouco enfeitada. Com uma missão principal que dura pouco mais de uma hora, ele serve somente como uma introdução para o prato-principal que veríamos em The Phantom Pain. Ground Zeroes não é ruim, mas ter sido fatiado pela Konami não ajudou muito em sua posição.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

  • Ano de lançamento: 2008
  • Plataformas: PlayStation 3

Assim como outros jogos da série, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots foi criado por Hideo Kojima para ser seu fim definitivo. E o jogo cumpre muito bem esse objetivo, mostrando um Snake idoso e cansado de enfrentar vilões loucos e nanomachines. Pena que o mundo não ajuda muito nesse sentido, tendo se tornado um palco de guerras constantes controladas por governantes sem rosto.

Guns of the Patriots é um jogo bonito até hoje e foi o responsável por levar à série a um caminho marcado por uma quantidade maior de ação. Seu maior pecado foi ter permitido que Kojima realizasse totalmente seus sonhos frustrados de cineasta em sua narrativa. Com isso, o jogador acaba passando a maior parte da aventura assistindo a cenas de ação do que realmente interagindo com o que acontece na tela.

Metal Gear Solid: Peace Walker

  • Ano de lançamento: 2010
  • Plataformas: PSP, PlayStation 3, Xbox 360

Kojima é considerado um criador excêntrico por diversos motivos. Entre eles está a decisão de criar um dos capítulos mais importantes da história de uma franquia adorada e torná-lo exclusivo de um portátil da Sony. Lançado em 2010, Metal Gear Solid: Peace Walker mostra como o Snake original se transformou de um herói de guerra a um dos terroristas mais temidos pelo mundo.

O jogo se passa em 1974 e mostra a formação do grupo Militaires Sans Frontières, construído por soldados que devem ser recrutados pelo próprio jogador. Com um sistema de missões mais compactas, o game fez milagre com o hardware do PSP, mas não escapou das limitações de seus controles. Felizmente, anos depois ele foi adaptado para PlayStation 3 e Xbox 360, que finalmente permitiram que fosse fácil ajustar sua câmera.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

  • Ano de lançamento: 2015
  • Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, PC

Um jogo de furtividade com mundo aberto funciona? Além de provar que sim, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain também trouxe o melhor gameplay de toda a história da série. Refinando sistemas do passado, o game funcionava muito bem seja você um verdadeiro ninja silencioso ou um rambo que decide matar tudo o que vê pela frente.

O jogo traz uma história bastante direta para um capítulo da série e uma das maiores revelações de toda a sua história. No entanto, quanto mais o jogador se aproxima do fim, mais fácil fica ver que esse é um game incompleto. Em meio a conflitos com a Konami, Hideo Kojima teve que fechar os capítulos finais do game às pressas, deixando de fora arcos narrativos inteiros e apostando na repetição de missões.

Metal Gear Solid

  • Ano de lançamento: 1998
  • Plataformas: PlayStation, PC

Metal Gear Solid é o game que mudou totalmente as regras do jogo. Em uma época na qual o PlayStation chamava atenção por títulos que traziam CGs lindas, Kojima decidiu que todas as cenas de seu jogo iam ser feitas dentro de sua engine. O diretor e sua equipe também decidiram apostar em aspectos narrativos fortes, trazendo uma trama adulta e que respeitava a inteligência dos jogadores.

Os visuais do game podem ter envelhecido, mas até hoje nenhum outro jogo da série conseguiu contar uma trama tão concisa e com personagens tão marcantes. Depois de jogar, você nunca mais vai se esquecer do Ninja capaz de ficar invisível, do cientista chorão que mija nas calças e do chefe que consegue fazer seu controle vibrar e adivinhar o que tem no seu cartão de memória. O game chegou a receber um remake para o Game Cube que é bom, mas não conseguiu manter a magia que fez da versão original tão revolucionária para a época.

Metal Gear Solid 3: Snake Eater

  • Ano de lançamento: 2004
  • Plataformas: PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox 360, Nintendo 3DS, PlayStation Vita

E se você descobrisse que o vilão que você odiou durante décadas na verdade foi um grande herói? Depois de mexer com a mente de todo mundo com Metal Gear Solid 2, Hideo Kojima decidiu voltar ao passado na sequência Snake Eater. Nela somos mandados para o auge da Guerra Fria e controlamos Naked Snake, um soldado iniciante que testemunha o início de um possível conflito nuclear entre a Rússia e os Estados Unidos.

Traído e quase morto por sua mentora Boss, o protagonista se prova o único capaz de impedir que a humanidade tenha um destino sombrio. Durante a missão, o jogador é traído e surpreendido várias vezes, culminando em uma das batalhas mais belas de toda a história dos games. Depois de encarar Metal Gear Solid 3, Big Boss deixa de ser somente um simples vilão e passa a ser um dos melhores protagonistas trágicos que já vimos até hoje.

Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

  • Ano de lançamento: 2001
  • Plataformas: PlayStation 2, Xbox, PC, Xbox 360, PlayStation 3, PlayStation Vita

Como dar sequência a um dos jogos mais revolucionários e influentes da história? Um bom primeiro passo pode ser enganar os fãs durante meses fazendo com que eles acreditem que a história vai ter um protagonista completamente diferente. Com Metal Gear Solid 2, Hideo Kojima estreou suas conhecidas brincadeiras, surpreendendo muita gente ao dar o protagonismo da maior parte da história ao estreante Raiden.

No entanto, esse não é o aspecto mais marcante do game. Evoluindo completamente o gameplay do jogo original, Sons of Liberty trouxe uma história densa que definiu todo o futuro da série. Conceitos como os Patriotas continuaram sendo discutidos pelos fãs durante anos, e a trama complexa assegurava novas descobertas toda vez que o game era jogado novamente.

Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty é um jogo considerado muito à frente de seu tempo, tratando de temas como fake News, fatos alternativos e bolhas de influência muito antes deles virarem algo conhecido do público. Confuso, belo, divertido e estranho, ele é daqueles games que parecem nunca envelhecer e que mostram o trabalho de Kojima em seu auge.

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