Marvel’s Wolverine é criticado por “rastro de peido” que guia jogadores durante o jogo

Marvel’s Wolverine virou alvo de piadas e críticas antes do lançamento por usar um rastro de cheiro deixado por Jean Grey para indicar o caminho ao jogador. O efeito visual, apelidado nas redes sociais de “gás de peido”, reacendeu uma discussão sobre o quanto jogos de ação devem orientar o público durante a exploração.

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A cena mostra Logan atravessando uma área coberta de neve enquanto diferentes elementos apontam simultaneamente para a direção correta. Além do rastro associado aos sentidos aprimorados do personagem, o trecho apresenta marcador de objetivo, objetos destacados no cenário, raízes que conduzem a um colecionável e outras pistas visuais inseridas no ambiente.

Para parte do público, esse conjunto de indicações faz parecer que Marvel’s Wolverine não confia na capacidade do jogador de observar o cenário e descobrir o caminho por conta própria. A crítica também se relaciona à estrutura da campanha, descrita em algumas análises como linear e bastante guiada. The Guardian questionou a limitação dos ambientes e a repetição dos combates, enquanto The Verge considerou positiva a decisão da Insomniac Games de abandonar o formato de mundo aberto adotado em Spider-Man.

A discussão ganhou outra camada porque o jogo oferece opções para reduzir ou desligar recursos de assistência. O Navigation Assist, por exemplo, cria uma trilha para indicar a direção do inimigo mais próximo ou do objetivo da missão. Marcadores de missão e outros elementos da interface também podem ser ajustados.

No entanto, testes realizados por Gene Park, do The Washington Post, e Kenneth Shepard, da Kotaku, indicaram que o rastro de cheiro continuava aparecendo mesmo depois que as assistências de navegação e os marcadores eram desativados. Isso sugere que o recurso não está ligado às opções de acessibilidade, mas integra uma habilidade própria de Logan. Materiais divulgados antes do lançamento já mostravam o personagem usando seus sentidos para seguir companheiros, encontrar colecionáveis e localizar pontos de interesse.

Por isso, a polêmica lembra a discussão sobre a chamada “tinta amarela”, usada em muitos jogos para destacar superfícies escaláveis, caminhos e objetos interativos. O debate não envolve apenas a existência de ferramentas opcionais, mas também a quantidade de pistas exibidas ao mesmo tempo e o impacto delas na exploração.

Marvel’s Wolverine acumulava 77 pontos no Metacritic após mais de 100 avaliações, com notas variando entre elogios máximos e críticas de 5/10 e 6/10. História, violência, atuações e a representação de Wolverine aparecem entre os aspectos positivos citados nas análises, enquanto linearidade e repetição estão entre os pontos contestados.

Marvel’s Wolverine será lançado em 15 de setembro de 2026, exclusivamente para PlayStation 5, com versões para o console padrão e melhorias no PS5 Pro. No Brasil, a edição padrão custa R$ 399,90 na PlayStation Store. A polêmica do rastro de cheiro resume bem o principal conflito em torno do jogo: a Insomniac parece ter trocado a liberdade de exploração por uma experiência mais controlada, escolha que pode agradar quem busca ritmo direto, mas irritar jogadores que preferem interpretar o cenário sem tantas instruções.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.