A Larian Studios confirmou que o novo jogo da franquia Divinity não utilizará inteligência artificial para modelar genitálias dos personagens, mesmo com o uso crescente de IA na indústria de games. A declaração surgiu após uma troca de mensagens no Twitter entre o diretor de animação Ricardo Ayasta e um fã que questionou o uso da tecnologia em modelos de lagartos no jogo.
Durante um evento de perguntas e respostas, o fã ironizou ao afirmar que “os lagartos provavelmente terão pênis gerados por IA”. Ayasta respondeu diretamente: “Posso garantir que todas as genitálias do jogo serão feitas manualmente, com amor”. A resposta viralizou e reforçou o posicionamento do estúdio sobre o uso consciente da tecnologia.
Estúdio limita uso de IA no desenvolvimento
I can guarantee that all the genitals in the game be manually crafted with love ❤️
— Ricardo (@Kron3D) January 9, 2026
Apesar do tom cômico do episódio, a Larian tem enfrentado discussões sérias sobre o uso de IA generativa em seus projetos. O diretor Swen Vincke declarou recentemente que o estúdio decidiu não utilizar IA generativa no desenvolvimento de artes conceituais, embora a ferramenta ainda seja usada em testes e protótipos para acelerar processos internos.
Segundo Vincke, o objetivo é preservar a identidade criativa da equipe e garantir que o novo jogo mantenha o padrão de qualidade estabelecido com Baldur’s Gate 3, que levou seis anos para ser concluído. O uso controlado de IA pode ajudar a reduzir esse tempo, mas sem comprometer a autoria dos artistas envolvidos.
Mesmo sem data de lançamento prevista, o novo Divinity deve seguir a tradição da Larian de criar RPGs imersivos com múltiplos caminhos, personagens profundos e liberdade de escolha. A promessa de que nenhum conteúdo íntimo será gerado artificialmente é apenas mais um indicativo do cuidado artesanal que o estúdio pretende manter em seus projetos.

