A Intel estaria planejando mais um reajuste nos preços de suas CPUs nos próximos meses, o que representaria o terceiro aumento em 2026, segundo relatório da firma chinesa de pesquisa de mercado Minutes Logic Society. O acumulado do ano deve deixar os processadores da empresa aproximadamente 30% mais caros do que em 2025.
Os dois aumentos anteriores ocorreram em fevereiro e março deste ano. O novo reajuste é atribuído a um problema de oferta que a Intel não consegue resolver: a demanda atual supera a capacidade de produção, e a empresa estaria optando por elevar os preços como forma de desacelerar o volume de compras enquanto não normaliza o abastecimento.
A IA como motor da crise de componentes

A causa raiz é a mesma que vem pressionando RAM, GPUs e SSDs ao longo dos últimos 12 meses: a expansão acelerada dos data centers de inteligência artificial, que consomem volumes crescentes de processadores, memória e armazenamento. A AMD também enfrenta dificuldades para atender à demanda, e nenhuma das duas principais fabricantes de CPUs para consumidores parece estar em posição de resolver o problema no curto prazo.
O efeito cascata dessa crise já é sentido em diferentes segmentos do mercado de tecnologia. A Lenovo chegou a aumentar os preços de seus handhelds em quase 50%, e a NVIDIA anunciou que não lançará uma nova GPU este ano, redirecionando seus esforços para o mercado de IA. Consoles como PS5 e Switch 2 também sofreram ou estão sob pressão de reajuste pelos mesmos motivos.
Não há previsão clara de quando os preços de componentes vão estabilizar ou recuar. O cenário depende diretamente de quanto tempo a bolha de investimentos em IA vai sustentar esse nível de demanda, e por enquanto nenhum sinal concreto de alívio está no horizonte para quem pretende montar ou atualizar um PC em 2026.


