O Governo Federal anunciou um aumento de até 50% nas alíquotas de importação de componentes de computador como placas-mãe, processadores e memórias, alterando significativamente a tributação aplicada a esses produtos no Brasil. A medida foi oficializada por meio de resolução do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior e atinge uma ampla lista de itens eletrônicos que anteriormente contavam com alíquotas reduzidas ou zeradas.
No caso das peças de PC, as mudanças são expressivas. Placas de vídeo, que antes pagavam entre 0% e 2%, passam a ter alíquotas que variam aproximadamente entre 12,6% e 18%. Processadores, que tinham imposto zerado, agora podem ser taxados entre 7,2% e 12,6%. Já memórias RAM e placas-mãe também deixam a faixa próxima de zero e passam a enfrentar cobranças superiores a 12%, elevando de forma direta o custo de importação desses componentes.
Segundo o governo, o objetivo é fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de produtos estrangeiros, diante do crescimento das importações de bens de tecnologia nos últimos anos. A equipe econômica argumenta que a medida busca equilibrar a concorrência e incentivar a produção local, especialmente em segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento tecnológico do país.
Para o consumidor e para o mercado de montagem de computadores, o impacto tende a ser sentido nos preços finais. Importadores e varejistas devem repassar parte do aumento de custo, o que pode encarecer upgrades, montagens personalizadas e até computadores completos. O setor de tecnologia acompanha a implementação das novas alíquotas com preocupação, avaliando possíveis efeitos sobre vendas e competitividade no curto e médio prazo.


