O drama em torno do encerramento de Ashes of Creation continua se intensificando. Steven Sharif, fundador da Intrepid Studios, está no centro de acusações graves envolvendo suposto desvio de milhões de dólares arrecadados para o desenvolvimento do MMO, e sua resposta às alegações mais recentes foi publicada em 12 de abril.
A história (via kotaku) começou dois meses atrás, quando toda a equipe da Intrepid Studios foi demitida e o desenvolvimento de Ashes of Creation foi encerrado abruptamente. O investidor Jason Caramanis acusou Sharif de ter desviado recursos destinados ao estúdio para uso pessoal. As acusações ganharam novo fôlego quando o youtuber NefasQS publicou um vídeo afirmando ter obtido e processado o livro-razão completo da Intrepid Studios referente ao período de 2015 a 2026, com os dados organizados em uma planilha pública compartilhada na descrição do vídeo.
O que as acusações alegam

Com base nos dados do livro-razão, NefasQS alega que mais de 12 milhões de dólares retirados da Intrepid Studios não estão completamente contabilizados. Entre os gastos apontados estão um chef particular que, segundo ex-funcionários ouvidos pelo youtuber, nunca cozinhava no escritório e atendia exclusivamente Sharif e seu marido em casa, apesar de ser pago pela empresa. O vídeo também aponta gastos em leilões de antiguidades que totalizariam dezenas de milhares de dólares, mais de 80 mil dólares pagos à Gore Oil Company, empresa ligada à mansão adquirida por Sharif em 2020, além de compras em sites de cards colecionáveis e até mais de 700 dólares gastos em Fortnite, classificados como pesquisa e desenvolvimento.
Em comunicado publicado em 12 de abril, Sharif negou categoricamente todas as acusações. Segundo ele, NefasQS foi alimentado com informações falsas e difamatórias por pessoas com interesses pessoais no conflito, e optou por repeti-las sem verificação adequada. Sharif afirmou que não houve desvio algum dos fundos do Kickstarter, que o projeto foi financiado ao longo dos anos por múltiplas fontes incluindo capital pessoal substancial, e que as alegações sobre estilo de vida luxuoso às custas da empresa são categoricamente falsas.
O fundador também virou o argumento contra os acusadores, alegando que as partes por trás das denúncias orquestraram uma execução ilegal para tomar o controle dos ativos da Intrepid, resultando na demissão de centenas de desenvolvedores sem aviso prévio, pagamento ou benefícios. O caso já corre na Justiça federal americana, e Sharif anunciou que novos materiais seriam protocolados no tribunal no dia seguinte ao comunicado.
É importante destacar que as alegações de ambos os lados ainda não foram verificadas de forma independente e que o processo judicial em andamento é o canal onde as evidências serão formalmente avaliadas.


