A inteligência artificial já faz parte da rotina dos estúdios de games, segundo Brandon Stirrup, funcionário da Xbox. Em uma publicação no X, ele afirmou que a indústria evita admitir o uso dessas ferramentas para não provocar uma reação negativa dos jogadores, embora as empresas já estejam se preparando para incorporá-las cada vez mais aos seus processos.
My little bad game took 3 hours of active work this weekend. I have never attempted to make a video game. Also went to an NFL game with some friends, the park with my daughter, and spent time with family. It was a fun weekend. What if I had two people helping me over the course… https://t.co/4henQVxr9N pic.twitter.com/mCUvB6mMQb
— Brandon Stirrup (@brandonstirrup) October 19, 2026
Stirrup também defendeu que equipes extremamente pequenas podem produzir projetos de grande escala com o apoio da tecnologia. Na avaliação dele, um time formado por apenas duas ou três pessoas poderia desenvolver um jogo AAA em cerca de um ano, algo que seria inviável com os métodos tradicionais e equipes numerosas.
Experiência pessoal com as ferramentas
Para sustentar seu argumento, o funcionário contou que criou um jogo simples durante o fim de semana, dedicando aproximadamente três horas de trabalho efetivo à tarefa. Ele ressaltou que nunca havia desenvolvido um game antes e, ainda assim, conseguiu produzir algo do zero com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial.
Stirrup explicou que o período também incluiu um jogo da NFL, um passeio ao parque com a filha e tempo com a família. A experiência, segundo seu relato, mostrou como a IA pode reduzir a barreira de entrada para pessoas sem experiência prévia em desenvolvimento.
Críticas ao silêncio da indústria
O funcionário da Xbox afirmou que outras empresas do setor também utilizam inteligência artificial, mesmo quando evitam falar abertamente sobre o assunto. Para ele, a indústria de games seria a única a manter a aparência de que não adota a tecnologia, principalmente por receio da reação do público.
Na visão de Stirrup, ignorar essa transformação ao planejar o futuro dos estúdios é um erro. Ele considera que as companhias já estão se adaptando a uma realidade em que ferramentas de IA participam da criação de jogos, e que fingir o contrário pode levar a decisões distantes do cenário atual.
A declaração reforça o conflito entre o potencial de produtividade da IA e a desconfiança de parte dos jogadores, especialmente em relação ao impacto da tecnologia sobre artistas, roteiristas e desenvolvedores. O relato pessoal de Stirrup não comprova que projetos AAA possam ser feitos rotineiramente por equipes tão pequenas, mas revela como a discussão já deixou de ser uma possibilidade distante dentro da indústria.

