A comunicação da Xbox durante o atual processo de reestruturação foi classificada como “linguagem corporativa absurda” por um funcionário da id Software. Em entrevista ao Aftermath, o profissional afirmou que a empresa ainda parece caótica internamente e não transmite uma visão clara para o futuro.
A Xbox vem promovendo o que chama de um “reset” após anos de expansão e frustração entre os fãs. O processo já envolveu milhares de demissões, fusões entre estúdios, encerramento de operações e mudanças na estrutura de diversas equipes. Entre as alterações mais recentes estão a transferência de Rare e World’s Edge para a Activision, a movimentação da Obsidian para a Bethesda e o corte de mais 268 postos de trabalho.
Apesar das mensagens divulgadas publicamente pela empresa, o funcionário da id Software declarou que a comunicação interna não parece genuína. Segundo ele, a única orientação realmente concreta transmitida aos trabalhadores é a busca por lucros maiores em um prazo imediato.
“As metas agressivas estabelecidas seriam irreais mesmo antes das demissões”, afirmou o profissional. Ele também descreveu o moral dos funcionários como muito baixo e criticou a gestão da Xbox, dizendo que a confiança interna continua se deteriorando.
O cenário relatado inclui ainda a sensação de que os empregados precisam “pisar em ovos” para preservar seus cargos. Uma fonte mencionada no contexto das mudanças afirmou que não parece haver um critério claro para definir quem permanece ou quem é dispensado, além de uma possível relação com o salário de cada funcionário. Essa percepção aumenta a insegurança entre equipes que já enfrentam reorganizações constantes.
A Xbox pode continuar realizando demissões nos próximos meses. No entanto, o número total talvez não alcance os 3.200 cortes mencionados durante o verão. A possibilidade reforça a falta de estabilidade em uma estrutura que segue sendo redesenhada enquanto a empresa tenta reduzir custos e elevar a rentabilidade.
Mais do que uma reclamação isolada, o relato expõe a distância entre o discurso público de reorganização e a experiência de parte dos trabalhadores. Sem objetivos mais claros além da pressão por resultados financeiros imediatos, a estratégia da Xbox corre o risco de aprofundar justamente o problema que pretende resolver: a perda de confiança dentro dos próprios estúdios.


