O ex-líder da marca PlayStation afirmou que o PS5 não deve alcançar o mesmo nível de sucesso do PS2, e apontou os custos de hardware como um dos principais obstáculos para isso. A declaração chama atenção justamente por comparar o desempenho atual da Sony com o console que segue como um dos maiores fenômenos da história dos videogames.
A informação aparece associada ao material publicado em 3 de julho de 2026 e destaca uma preocupação que vem acompanhando o mercado há anos: o preço dos componentes e do equipamento final pode limitar o alcance de um console, mesmo quando há forte apelo de marca e catálogo de jogos. No caso do PS5, a leitura feita pelo ex-executivo é que esse fator pesa contra uma trajetória tão dominante quanto a do PS2.
A comparação com o PlayStation 2 não é casual. O console lançado em 2000 se tornou um marco comercial da indústria e consolidou a divisão de videogames da Sony em uma posição de enorme força global. Já o PS5, embora tenha tido uma recepção importante e siga como peça central da estratégia da empresa, enfrenta um cenário de mercado mais caro e mais competitivo, no qual o valor do hardware pode influenciar diretamente a expansão da base instalada.
Mesmo sem detalhar números adicionais no material-base, a declaração do ex-líder reforça uma leitura recorrente sobre a geração atual: vender consoles em larga escala ficou mais difícil quando o custo de produção e o preço final ao consumidor sobem. Isso tende a reduzir a chance de repetir fenômenos como o do PS2, que se beneficiou de um contexto muito mais favorável para alcançar o público em massa.
Na prática, a fala serve como um lembrete de que o sucesso de um console não depende apenas de jogos fortes ou da força da marca. Em um mercado em que o preço pesa cada vez mais na decisão de compra, o PS5 pode até manter relevância e bom desempenho, mas a distância para um caso histórico como o do PS2 parece, de fato, difícil de encurtar.


