Um ex-funcionário da Sony revelou que a divisão PS PC gerou apenas US$ 300 milhões em receita líquida entre 2021 e 2023 — e quando você coloca esse número ao lado das vendas de console no mesmo período, fica fácil entender por que a empresa estaria repensando sua presença no PC.
A revelação veio de Jerry Liu, ex-planejador e gerente de insights da divisão PS PC, que adicionou o detalhe ao seu perfil no LinkedIn e foi flagrado pelo analista Timur222 no Bluesky. Liu afirma ter ajudado a unidade a crescer “de 0 a US$ 300 milhões em receita líquida para a Sony em três anos”, incluindo convencer a liderança a adotar uma estratégia de precificação mais agressiva que aumentou a receita bruta da divisão em mais de 25%. O problema é que US$ 300 milhões em três anos soa bem até você ver o que o PlayStation fez no mesmo período só com software: US$ 303 milhões em 2021, US$ 264 milhões em 2022 e US$ 286 milhões em 2023 — quase o triplo do que o PC gerou no total, e apenas com vendas de jogos para PS4 e PS5.
Quando se adiciona as vendas de hardware à conta, o contraste fica ainda mais brutal: o PS4 vendeu mais de 117 milhões de unidades até 2022, e o PS5 ultrapassou 92 milhões de unidades até 2025. O PC simplesmente não compete com esses números em termos de retorno financeiro para a Sony, o que torna mais compreensível o rumor de que a empresa estaria encerrando os ports de jogos single-player — como Ghost of Yotei e Saros — para priorizar as vendas no console.
Os dados de Liu ajudam a fechar o quadro de uma Sony que nos últimos meses fechou estúdios first-party, abandonou o mercado mobile e agora aparentemente recua no PC. A lógica parece ser a mesma que outros grandes publishers estão adotando: concentrar tudo naquilo que pode gerar receita em escala máxima, e descartar o resto. Para os jogadores de PC que esperavam mais jogos PlayStation, é uma má notícia com uma explicação financeira bastante direta.


