Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America, comparou o Xbox Game Pass a um cassino ao afirmar que o serviço pode ser um bom negócio para a Microsoft, mas que lucrar com ele é impossível para os desenvolvedores. A opinião do ex-chefe da PlayStation Studios foi dada no podcast The Expansion Pass.
Layden lembrou que já estimou que o Game Pass precisaria de cerca de 500 milhões de assinantes para dar lucro, número que ele mesmo descreve como exagero proposital, mas que, segundo ele, “não estava tão errado”. Quando alegam que a Microsoft tem lucro com o serviço, o ex-executivo rebate afirmando que isso é como dizer que um cassino é lucrativo, já que “a casa sempre ganha”.

Layden admite que a plataforma consegue tornar rentável uma mensalidade que dá acesso a centenas de jogos, mas diz que o estúdio fica de fora dessa conta. Num lançamento tradicional, ele busca passar do ponto de equilíbrio e começar a lucrar com pagamentos extras e participação nos lucros, e é isso que, para Layden, deixa de ser possível numa assinatura.
Na visão do ex-executivo, a conta pesa mais nas superproduções. Um jogo vendido a US$ 69,99 tem apenas uma chance de decolar, e é nesse ponto que a assinatura entra em choque com a lógica do negócio. Layden lembrou que o PlayStation não colocou seus grandes lançamentos AAA em serviço de assinatura no dia um, ao contrário da Microsoft, e disse que cada um pode julgar o resultado.

Em outras ocasiões, desenvolvedores independentes já defenderam o serviço. Tomas Sala, criador de The Falconeer, disse que entrar no Game Pass costuma ser algo muito positivo para quem desenvolve, e Gareth Damian Martin, de Citizen Sleeper, afirmou que não conseguiria fazer a sequência do jogo sem o serviço.
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