A Blaze Entertainment, fabricante da linha Evercade, e a Retro Games Ltd anunciaram dois novos handhelds retrô inspirados em computadores domésticos dos anos 1980: The C64 Handheld e The Spectrum Handheld. Os aparelhos chegam em outubro, com preço de US$ 129,99 cada.
Os dois modelos compartilham o mesmo conjunto de hardware. Eles trazem uma tela IPS de 4,3 polegadas com resolução de 840×480, processador quad-core de 1,2 GHz e 256 MB de RAM DDR. A bateria é de 2.000 mAh, com autonomia declarada de mais de três horas, e a recarga é feita via USB-C. Para ampliar a biblioteca, cada unidade conta com slot para cartão MicroSD, permitindo adicionar ROMs de jogos adquiridos legalmente.
No pacote, os handhelds vêm com 25 jogos pré-instalados. A proposta também aparece nos controles: o The C64 Handheld segue o visual clássico do Commodore 64, com botões plásticos, enquanto o The Spectrum Handheld utiliza os tradicionais botões de borracha associados ao ZX Spectrum. Além disso, ambos oferecem porta USB-A para conectar teclado ou joystick externo e saída de áudio P2 (3,5 mm).
Em termos de compatibilidade, o The C64 Handheld foca em várias variações do hardware original, incluindo C64 PAL/NTSC, C64C, SX-64, PET64 e C64 GS. Já o The Spectrum Handheld oferece suporte às versões 48K, 128K, +2, +2A, +3 e +3e, com a possibilidade de overclock e underclock do processador.
Entre os jogos incluídos no modelo do ZX Spectrum estão Manic Miner, Head Over Heels e The Great Escape. No handheld inspirado no Commodore 64, o destaque fica para Speedball 2: Brutal Deluxe, Boulder Dash e Paradroid.
A empresa também informou edições colecionáveis limitadas a 2.000 unidades, vendidas via Funstock por US$ 149,99. Essas versões incluem estojo rígido e uma revista temática, com Crash para o The Spectrum Handheld e Zzap! para o The C64 Handheld.
O lançamento chama atenção por concentrar, no mesmo formato de handheld, duas marcas que marcaram a era dos micros domésticos. Ao manter preços acessíveis e reforçar a identidade de controles e variações de hardware, os novos aparelhos parecem mirar diretamente quem quer jogar “como era”, sem abrir mão de praticidade para levar a biblioteca no bolso.


