EA Sports FC 26 e o “modo Copa do Mundo”: como o Brasil é representado no jogo da geração 2026

Faltando pouco mais de duas semanas para a bola rolar na Copa do Mundo de 2026 – a primeira da história sediada por três países (Estados Unidos, Canadá e México) – o mundo dos games esportivos vive seu próprio ritual de pré-Mundial. E, como em todo ciclo de Copa desde os anos 2000, o Brasil ocupa lugar de protagonismo. Para quem acompanha futebol também fora dos consoles, recursos como o código Superbet para novos usuários cadastrados em 2026 podem aparecer nesse mesmo contexto de expectativa em torno do torneio. Mas, desta vez, a história ganha um capítulo inédito: pela primeira vez em quase três décadas, o jogo oficial da geração não se chama mais FIFA. Bem-vindos à era EA Sports FC 26.

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O “modo Copa do Mundo” que não pode se chamar Copa do Mundo

A separação entre EA e FIFA, oficializada em 2023, trouxe uma consequência prática para 2026: a empresa americana não tem o direito de usar a marca “FIFA World Cup” em seu jogo. Para os brasileiros, acostumados a viver cada Mundial dentro do videogame com vinhetas, logos, troféu dourado e a bandeira da FIFA estampada em todo canto, foi um choque cultural.

Mas a EA não jogou a toalha. Segundo o portal especializado ReFIFA, a desenvolvedora confirmou que prepara para o EA Sports FC 26 uma atualização gratuita, prevista para junho, com uma “International Cup” – uma competição genérica, com nome alternativo, logo customizado, troféu próprio e gráficos exclusivos. Por baixo do verniz, é a Copa do Mundo de sempre: cerca de 60 seleções nacionais, novos estádios, bolas oficiais da adidas e o retorno de scans de rostos reais de jogadores que estavam fora do game há anos – incluindo o nosso Neymar Jr., que não aparecia com a face oficial desde o FIFA 23.

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Para quem joga há décadas, é um caso clássico de “tudo igual, mas com nomes trocados”. Para a geração mais nova, é o primeiro Mundial sem o selo oficial dentro do principal jogo de futebol do planeta.

Os ratings dos brasileiros: Vini Jr. lidera, mas com queda

Como sempre, os ratings dividem a torcida. No lançamento do EA Sports FC 26 em setembro de 2025, Vinicius Júnior foi confirmado como o brasileiro melhor avaliado, com overall 89 – um ponto abaixo do que tinha em FC 25. Apesar de ter sido eleito o melhor do mundo na temporada anterior, o atacante do Real Madrid aparece apenas em 26º na lista geral, fora do top 10 do game.

Raphinha, do Barcelona, divide com Vini Jr. a vice-liderança brasileira com 90 em algumas avaliações iniciais, seguido por Alisson (89), Marquinhos (87) e Bruno Guimarães (86). Rodrygo, peça importante no ataque da Seleção, recebeu 85 – número considerado baixo por parte da comunidade, dada sua relevância tática para Carlo Ancelotti.

E o caso Endrick? O joia revelado pelo Palmeiras chegou com 77 de overall na versão base – número modesto, mas com altíssimo potencial no Modo Carreira, onde figura entre os jovens mais cobiçados do jogo. Sua FUT special card “Fantasy FC”, lançada após uma sequência boa pelo Olympique Lyonnais, já ostenta 91. Para quem joga Ultimate Team, é dos cards brasileiros mais valorizados da temporada.

Football Manager, eFootball e a guerra paralela pelo torcedor brasileiro

EA Sports FC 26 não está sozinho na briga. A Konami segue oferecendo o eFootball como alternativa free-to-play, e ganhou tração no Brasil graças à inclusão de clubes nacionais licenciados via parcerias diretas – algo que a EA ainda peca em entregar com a mesma profundidade.

Já o Football Manager 2026, da Sports Interactive, é o paraíso dos jogadores que preferem o lado da gestão. A versão deste ano traz scouting reforçado para jovens brasileiros, base de dados ampliada com Série A, Série B e até Série C, e o eterno mito do “FM Brazilian wonderkid” – aquele zagueiro de 17 anos do interior de Goiás que vira capitão da Seleção em dez anos de save.

A Copa nos celulares: FIFA Mobile, Dream League e os fantasy games

Se nos consoles a guerra é entre EA, Konami e Sports Interactive, no celular a história muda. O FIFA Mobile, agora rebatizado oficialmente como “EA Sports FC Mobile”, já anunciou eventos especiais para o período da Copa, com cards limitados de jogadores históricos das seleções e missões temáticas.

Mas o verdadeiro fenômeno no Brasil é o universo dos fantasy games. Cartola FC, Rei do Pitaco e plataformas voltadas para a Copa do Mundo costumam ter picos absurdos de downloads e acessos em ano de Mundial – e analistas do setor já apontam que 2026 deve quebrar todos os recordes, especialmente pelo fuso horário favorável ao público brasileiro (a maioria dos jogos será à tarde ou à noite no Brasil).

Apps de palpites, jogos de bolão e simuladores leves devem dominar o top da App Store brasileira durante o mês de junho – um fenômeno cíclico que se repete a cada quatro anos, mas que vem ganhando volume com a profissionalização do mercado de fantasy esports no país.

Por que a Copa move tanto o mercado de games esportivos no Brasil

Não é exagero dizer que a Copa do Mundo é o evento que mais aquece o mercado de videogames esportivos no Brasil, ao lado de lançamentos como GTA e novos consoles. A combinação é única: o brasileiro joga futebol no console o ano inteiro, mas durante a Copa, esse hábito vira ritual coletivo.

Salas de amigos disputam torneios próprios no FC 26 entre um jogo e outro da Seleção. Streamers brasileiros como JonVlogs, AlanzokoFCO e Lucas Cianni costumam organizar “Copas paralelas” no game, com seleções controladas por convidados, e essas lives entram facilmente entre as mais assistidas da Twitch BR no período.

Para a EA, é o momento perfeito para alavancar Ultimate Team, vender packs temáticos e atrair players casuais que só ligam o console em ano de Mundial. Para a Konami e a Sports Interactive, é a janela de ouro para roubar fatia de mercado de jogadores insatisfeitos com a perda da marca FIFA. E para o jogador brasileiro, é simplesmente a chance de levantar uma terceira estrela – mesmo que virtual – depois de mais de 20 anos de jejum hexa.

O Brasil virtual entre a saudade e o hype

A “International Cup” do FC 26 não terá o brilho do logo dourado da FIFA, nem aquela vinheta clássica que abria o World Cup mode dos jogos antigos. Mas terá o Brasil. Terá Vini Jr. com seus 89, Raphinha com seus 90, Neymar de cara nova, Endrick subindo de overall a cada DLC. Para muitos fãs que acompanham o torneio dentro e fora dos videogames, temas relacionados ao Mundial — incluindo opções de entretenimento como uma bet com valor mínimo de R$1 para começar a apostar no Brasil — fazem parte da expectativa que cerca o evento. E terá milhões de torcedores brasileiros vivendo, no controle, o sonho que ainda não veio em campo. No fim das contas, é por isso que a Copa continua sendo o evento que mais movimenta o mercado de games no Brasil: porque no console, ao menos, o hexa é só uma questão de habilidade. E paciência para abrir packs.

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Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.