Games

Diretores de The Last of Us Part 2 comentam sobre a presença de Joel e detalham história e combate do game

Mistérios cercam a trama de The Last of Us Part 2. A Naughty Dog mantém muito bem guardados detalhes da trama do jogo para surpreender os jogadores.

Mas em entrevista ao GamesRadar, os diretores do jogo Kurt Margenau e Anthony Newman deram algumas pistas do que poderemos encontrar no game, inclusive trouxeram à tona detalhes que podem revelar um pouco do possível papel de Joel no jogo.

Uma das coisas que mais chamou atenção dos fãs no trailer foi a tatuagem no braço de Ellie. De acordo com os diretores ela tem uma função que vai muito além do visual. Ela esconde a cicatriz que ficou no braço da personagem após ela ser mordida por um Clicker no primeiro jogo. Tal artifício é para que as pessoas não descubram que ela é imune ao Cordyceps. Afinal de contas, ela não quer que os Vagalumes a cacem novamente para tentar obter a cura através de experiências e estudos de sua imunidade.

Apesar de tal fato mostrar que Ellie tem medo de ser encontrada pelos Vagalumes, o que vemos no trailer de gameplay é uma Ellie brutal e sem piedade:

“Ela é incrivelmente capaz e aprendeu um monte de novos truques… e por conta de seu corpo mais esguio e magro ela não tem a força esmagadora de Joel, então ela tem de ser engenhosa durante o combate para ter alguma chance.”

Por falar em Joel, ele está sendo escondido do público e muitos fãs chegaram a questionar se ele estaria presente em The Last of Us Part 2. Essa na verdade é uma estratégia da Naughty Dog que está evitando mostrar muito da história do jogo durante o período de divulgação pré-lançamento para não estragar a experiência durante o game.

Os diretores mencionam que o que vem sendo divulgado é quase que uma narrativa paralela, será que isto implica que estamos vendo apenas o lado de Ellie e que Joel terá um arco seu e complementar ao da garota? Margenau falou exatamente isso:

“A pergunta que todos tem sobre os eventos do primeiro jogo, nós vamos mergulhar nisso durante o jogo. E isso é uma grande parte do relacionamento de Joel e Ellie.”

Na verdade não sabemos se Joel estará morto ou vivo durante o jogo, ou se estará apenas ausente durante uma parte da narrativa, ainda assim, os diretores deixaram claro que a sua influência na trama será de extrema importância.

A decisão tomada por Joel no fim do primeiro game terá um impacto muito grande em seu relacionamento com Ellie, que não é algo que evoluiu de forma natural após os eventos do jogo. Newman comentou que o jogo se chama The Last of Us Part 2 justamente porque a história dele é uma continuação do primeiro game.

“Não é um jogo separado, é realmente uma continuação da história de Ellie e Joel. O que ela aprendeu com Joel, o que ela rejeita nele e como ela se relaciona com pessoas da mesma idade dela. Nós demos algumas pistas disso, e como Joel parece querer controlar a vida dela dizendo o que ela pode e não pode fazer. Então o jogo apresenta uma evolução no relacionamento deles.”

No trailer do jogo, vemos que Ellie vive uma vida aparentemente normal. Com a história se iniciando cinco anos após os eventos do primeiro jogo na cidade de Jackson, os diretores explicam que os infectados ainda ameaçam as pessoas, e que embora o trailer mostre uma área segura, fora dali ainda teremos montes de Clickers à nossa espera.

Por falar em infectados, os diretores comentam que a batalha contra os infectados será diferente do primeiro jogo. Sem dar muitos detalhes, Margenau confirma que haverão novos tipos de infectados e também novas formas de matá-los. A inteligência artificial desses inimigos também foi aprimorada, como a dos inimigos humanos também.

Seraphim. Guarde esse nome. Eles são o novo grupos de humanos que representam uma das grandes ameaças a Ellie em The Last of Us Part 2. Os diretores explicam que diversas novas facções surgiram nas zonas de quarentena. Os Sepraphim são um grupo de fanáticos religiosos e acabaram se tornando violentos com quem não faz parte de seu grupo. Eles são altamente mortais e se comunicam com apitos para não revelar ao inimigo o que estão planejando. Eles se referem a Ellie como Wolf, e de acordo com Margenau isso é algo que tem um significado importante dentro da história do jogo.

A cura ainda será uma parte importante da história do jogo. Os diretores não revelaram muito a respeito disso, e Newman disse que se quisermos saber algo a respeito disso devemos perguntar diretamente a Neil Druckman. Margenau foi um pouco mais bondoso e disse que os eventos do primeiro jogo definitivamente vão influenciar os eventos de The Last of Us Par 2.

Ele ainda disse para as pessoas se preparem para o inesperado:

“Na cabeça de algumas pessoas elas acham que sabem tudo que vai acontecer e ficam imaginando. Mas há coisas que ninguém vai saber até o jogo ser lançado.”

Depois de falar brevemente sobre os infectados e sobre os Seraphim, os diretores comentaram que a Naughty Dog trabalhou os inimigos de forma que eles possuam suas motivações e que sejam como pessoas reais aos nossos olhos afim de criar empatia, deixando claro que não existe bem ou mal, tudo depende do ponto de vista:

“É tudo voltado para os inimigos parecerem pessoas reais. Eles se chamam pelos seus nomes, tem seus próprios rituais e coisas que eles fazem e cada uma dessas facções que existem tem suas próprias motivações. Não existe certo e errado. E The Last of Us fala sobre isso.”

Newman também comentou sobre como eles querem fazer parecer que em certos momentos você não estará jogando um game. Ellie terá de lidar com diversas situações delicadas cujo desfecho depende da abordagem dela:

“A amplitude do jogo, e as interações sistêmicas que você pode ter com a inteligência artificial. Acho que isso vai deixar as pessoas surpresas em como as situações que surgem colocam elas em cenas orgânicas e intensas.”

The Last of Us Part 2 ainda não tem uma data de lançamento definida.

Publicado por

Este website utiliza cookies. Para mais informações, consulte nossa política de privacidade.

Leia nossa política de privacidade