O diretor de operações da Facepunch Studios, responsável por Rust, ofereceu 25 milhões de dólares para salvar New World, o MMO da Amazon Games que será encerrado em janeiro de 2027. O anúncio vem após a decisão oficial de descontinuar o jogo, que já foi retirado das lojas digitais desde 15 de janeiro de 2026.
Lançado em 2021, New World chegou a alcançar quase um milhão de jogadores simultâneos, mas perdeu tração rapidamente. Nem a versão reformulada New World: Aeternum, lançada em 2024, foi capaz de recuperar o interesse do público. Com isso, a Amazon anunciou o fim das atualizações em outubro de 2025 e confirmou o desligamento dos servidores para 31 de janeiro de 2027.
Rust propõe salvar New World com foco na comunidade
25m, final offer @amazongames
— Alistair McFarlane (@Alistair_McF) January 15, 2026
Alistair McFarlane, atualmente COO da Facepunch Studios, declarou nas redes sociais que “jogos não deveriam morrer” e sugeriu entregar New World à comunidade. Segundo ele, permitir que os servidores sejam hospedados publicamente garantiria a continuidade do jogo por tempo indefinido, nas mãos dos jogadores mais dedicados.
Apesar da proposta, ainda não há resposta oficial da Amazon Games nem indicações de que a empresa esteja disposta a vender os direitos do jogo. No entanto, a movimentação de McFarlane atraiu atenção na indústria. Simon Collins-Laflamme, criador do Hytale, também comentou a iniciativa, sugerindo que está disposto a dar conselhos sobre como adquirir jogos cancelados, indicando apoio à ideia.
A proposta de compra surge em meio ao debate crescente sobre a preservação de jogos online e os riscos do modelo de serviços que dependem exclusivamente de servidores ativos. Para muitos jogadores, o fim de New World é mais um sinal de como títulos inteiros podem desaparecer mesmo após investimentos pesados e comunidades engajadas.

