O terceiro jogo da trilogia Final Fantasy VII Remake não terá sua qualidade afetada por ser multiplataforma, segundo explicou Naoki Hamaguchi, diretor do projeto na Square Enix. Em entrevista ao site japonês Automaton, Hamaguchi respondeu diretamente às críticas de jogadores que acreditam que o suporte a consoles menos potentes poderia comprometer o resultado final do terceiro capítulo.

De acordo com o diretor, a estrutura de desenvolvimento da equipe não funciona a partir do menor denominador comum. Hamaguchi afirmou que o jogo não é projetado com base nas limitações de plataformas como Xbox Series S ou Nintendo Switch 2, mas sim escalado individualmente para cada sistema. Segundo ele, restrições de memória ou processamento em uma plataforma não impõem limites às demais.
Ao comentar especificamente sobre memória RAM, Hamaguchi explicou que o Nintendo Switch 2 conta com capacidade suficiente para evitar preocupações nesse aspecto. Já no caso do Xbox Series S, embora existam limites técnicos, a equipe já trabalha com otimizações profundas por plataforma, o que impede que essas restrições afetem versões mais potentes do jogo.
No quesito CPU, o diretor detalhou que o jogo é pensado para rodar a 30 quadros por segundo em hardware menos poderoso, enquanto sistemas mais avançados conseguem alcançar 60 fps com melhorias adicionais. Esse ganho é aplicado, por exemplo, na densidade de elementos nos cenários, como um maior número de NPCs nas cidades, tornando os ambientes mais vivos em plataformas mais robustas.
Sobre a GPU, Hamaguchi reforçou que os ativos visuais são criados inicialmente para ambientes de alto desempenho. O desenvolvimento parte de um PC de ponta como plataforma principal, e só depois o jogo é ajustado para atender aos requisitos mínimos. Nesse contexto, consoles como PlayStation 5 e PlayStation 5 Pro são tratados internamente como plataformas intermediárias, enquanto o Steam Deck representa o ponto mais baixo de especificação.
Hamaguchi também relembrou que o terceiro jogo continuará usando a Unreal Engine 4, decisão tomada porque a equipe já realizou inúmeras modificações no motor gráfico ao longo do desenvolvimento da trilogia. Segundo ele, manter a base tecnológica atual garante uma transição mais estável e eficiente para o encerramento da história.

