O diretor de Clair Obscur Expedition 33, Guillaume Broche, reconheceu que o jogo permite que os jogadores fiquem fortes demais com certa facilidade, tornando o confronto final menos desafiador do que o esperado. Em entrevista à revista Edge, Broche comentou que essa escolha foi inspirada em RPGs clássicos do PlayStation 1, especialmente Final Fantasy 10.
Segundo ele, a estrutura do jogo foi pensada para permitir liberdade no ato final. Assim como nos RPGs antigos, o jogador pode ir direto para o chefe final ou se dedicar a conteúdos secundários. No caso de Expedition 33, muitos optaram por explorar mais antes do desfecho, o que resultou em batalhas fáceis contra o chefe final, o que surpreendeu a equipe.
Influência direta de Final Fantasy 10

Guillaume Broche explica que a decisão de permitir que o jogador ficasse poderoso demais foi, em parte, uma forma de respeitar o ritmo narrativo para quem não deseja explorar tudo. O próprio diretor cita Final Fantasy 10 como exemplo, lembrando que era possível derrotar o chefe final com um único golpe, caso o jogador estivesse muito evoluído.
Apesar das críticas sobre a falta de desafio no final do jogo, o diretor acredita que isso reflete a proposta da equipe. A inspiração nos JRPGs é assumida abertamente, com referências que vão de Final Fantasy 8 a mecânicas modernas de combate, como o sistema de evolução exagerado que permite aos jogadores alcançar bilhões de pontos de dano após atualizações recentes.
Mesmo que parte da comunidade tenha considerado o final anticlimático, a desenvolvedora Sandfall Interactive vê o resultado como algo próximo do que pretendia. O foco maior na liberdade e no ritmo de cada jogador continua sendo uma das bases do design do jogo.
