Bungie esteve muito próxima de encerrar suas atividades antes da aquisição pela Sony em 2022, segundo Liana Ruppert, ex-líder de comunidade da desenvolvedora. Ruppert afirmou que a compra de US$ 3,6 bilhões foi uma “aquisição de emergência” e salvou o estúdio de um possível fechamento, principalmente de Destiny 2.
De acordo com a ex-gerente, Bungie estava “abaixo da linha vermelha” antes da compra, indicando dificuldades financeiras e operacionais. A empresa se afastou do ex-parceiro publicador Activision alguns anos antes da aquisição e, desde então, assumiu o desafio de se auto-publicar, especialmente em um MMO tão complexo como Destiny 2, o que demandava altos investimentos.
Bungie was below the red line before the Sony acquisition. If it wasn’t acquired right then, the studio was very close to shutting its doors at the very least on Destiny. It was an emergency acquisition
— Liana Ruppert ➡️ GCX (@DirtyEffinHippy) June 12, 2026
Curiosamente, Destiny 2 vinha apresentando resultados relativamente estáveis no período que antecedeu a aquisição. A expansão Beyond Light foi considerada um sucesso significativo para o jogo, com pré-vendas recordes para a sequência The Witch Queen e números constantes de jogadores conforme dados do SteamDB. Apesar disso, a situação interna do estúdio era crítica.

Ruppert também comentou sobre as mudanças recentes no setor de tecnologia e jogos, indicando que o público muitas vezes desconhece os desafios enfrentados pelos estúdios. Ela reforçou a importância do suporte da comunidade à Bungie e alertou para a necessidade de evitar um discurso desapaixonado, que pode enfraquecer o engajamento dos jogadores.
Após a compra, a Sony inicialmente permitiu que Bungie mantivesse certa autonomia, com a expectativa de que o estúdio gerasse mais títulos de sucesso baseados no modelo de serviço ao vivo. Porém, a relação tem mostrado certa distância nos últimos anos, evidenciada por um prejuízo de US$ 765 milhões relacionado à última expansão do universo Marathon divulgado pela Sony.

