A crise de cortes da Ubisoft já começa a impactar diretamente seus projetos, com risco real para alguns dos seus principais lançamentos. A informação vem de fontes internas ouvidas por veículos internacionais (via insider gaming), após a empresa anunciar o fim do desenvolvimento de jogos no estúdio Red Storm Entertainment, resultando na demissão de 105 funcionários.
A decisão faz parte de um plano global de redução de custos, mas o efeito imediato foi uma corrida interna para manter projetos importantes nos trilhos. Um dos principais afetados é o novo Ghost Recon, atualmente com o codinome OVR, que é tratado internamente como um lançamento crucial para o próximo ano fiscal.
Cortes da Ubisoft colocam projetos importantes em risco

Mesmo sendo considerado estratégico, o novo Ghost Recon já teria passado por redução de escopo antes mesmo do fechamento do estúdio. Com a saída de dezenas de desenvolvedores que trabalhavam diretamente no projeto, há preocupação de que o jogo sofra novos cortes ou até atrasos.
Outro título afetado é o remake de Assassin’s Creed IV: Black Flag, que também estaria nos planos de lançamento próximos. Além disso, projetos como o remake de Splinter Cell seguem enfrentando dificuldades internas, incluindo relatos de orçamento acima do esperado.
Segundo fontes, o problema vai além das demissões. A estratégia da Ubisoft de fechar estúdios inteiros para cortar custos estaria criando lacunas nos projetos, dificultando a continuidade do desenvolvimento. Funcionários afetados tiveram acesso aos sistemas revogado imediatamente, embora alguns tenham sido chamados de volta temporariamente durante o período legal de aviso prévio para tentar manter projetos ativos.
Internamente, há críticas à forma como os cortes estão sendo conduzidos. Relatos indicam que as decisões não estão sendo feitas com base nas necessidades específicas dos projetos, mas sim em custos gerais dos estúdios, o que pode agravar ainda mais os problemas.
A Ubisoft ainda planeja novos cortes que podem chegar a €100 milhões, o que levanta a possibilidade de mais demissões nos próximos meses. O cenário coloca a empresa em uma posição delicada: reduzir gastos sem comprometer seus principais jogos.
Na prática, a estratégia atual parece arriscada. Cortar equipes inteiras pode aliviar custos no curto prazo, mas também pode atrasar projetos e aumentar despesas no futuro. Para quem acompanha os lançamentos da Ubisoft, o impacto pode ser direto na qualidade e no tempo de entrega dos próximos jogos. Se esse modelo continuar, será que a empresa consegue manter suas principais franquias no nível esperado?

