O desenvolvedor Toby Fox afirmou que não pretende lançar traduções oficiais de Undertale e Deltarune em idiomas que ele não domina, como espanhol e português brasileiro, o que tem gerado frustração entre fãs da América Latina.
A declaração foi feita em uma postagem no Bluesky, onde Fox explicou que a decisão não tem relação com qualquer rejeição a países ou regiões. Segundo ele, o principal motivo é garantir que qualquer versão oficial do jogo mantenha exatamente a visão original do texto. Ele destacou que só conseguiu supervisionar diretamente a tradução para japonês porque domina o idioma e trabalhou de perto com um tradutor para revisar cada detalhe.

A discussão ganhou força recentemente dentro da comunidade, com teorias infundadas de que o criador teria algo contra a América Latina. Esse cenário foi alimentado também por outros fatores, como a ausência de eventos oficiais na região e custos elevados de produtos relacionados ao jogo.
Toby Fox diz que traduções oficiais dependem de controle total do texto
A message for my fans in Latin America. (plain text is in the image alt-text if you need it for translation.)
Segundo Toby Fox, ele não é contra traduções oficiais em outros idiomas, desde que consiga manter o mesmo nível de controle que teve na versão japonesa. O desenvolvedor afirmou que já explorou alternativas junto à editora 8-4, mas nenhuma solução viável foi encontrada até o momento.
Mesmo sem versões oficiais, Fox reconhece e valoriza o trabalho da comunidade. Ele destacou que traduções feitas por fãs ajudam a expandir o alcance dos jogos sem a pressão de atingir um padrão considerado “oficial”, o que, segundo ele, facilita a interpretação do conteúdo em diferentes idiomas.
Essa postura, no entanto, mantém uma barreira importante para novos jogadores, especialmente em regiões onde o inglês não é amplamente dominado. A ausência de localização oficial limita o acesso a um dos RPGs mais influentes dos últimos anos.
A decisão de Fox reforça uma visão mais autoral sobre seus jogos, priorizando fidelidade criativa acima da expansão global imediata. Para os fãs, isso levanta uma questão direta: vale manter a obra intacta ou ampliar o acesso com adaptações mais flexíveis?

