A Dicehit Games chamou atenção ao pedir que jogadores pirateiem seus jogos em vez de comprar chaves revendidas em sites de mercado cinza. A declaração foi feita depois que o estúdio percebeu que ReStory: Chill Electronics Repairs estava sendo vendido por preços muito baixos no Instant-Gaming, o que, segundo a equipe, costuma indicar que alguém revendeu um código promocional gratuito que deveria ter ido para criadores de conteúdo e veículos de imprensa.
For those who do not know, sites like this sell the codes we sent out for free to get content on our game. We do not get content and our good will is abused this way.
If any of our games are too expensive for you and you are going to use a code site, just pirate it. https://t.co/xJM3YzJKvy
— dicehit games (@dicehitgames) August 10, 2026
O posicionamento veio em uma publicação feita em 10 de agosto no X. No texto, a desenvolvedora explicou que esses códigos foram distribuídos sem custo justamente para gerar cobertura sobre o jogo, mas acabaram sendo colocados à venda por terceiros. Para a equipe, isso significa que o estúdio não recebe nada pela transação e ainda vê sua boa-fé ser explorada. Em uma das mensagens, a Dicehit Games resumiu a situação dizendo que, se alguém achar que os jogos estão caros demais e ainda assim pretende recorrer a um site de códigos, seria melhor piratear o título.
A empresa fez questão de separar esse caso de vendas legítimas em grande volume para revendedores, prática que algumas desenvolvedoras usam como forma de financiamento. Não era o caso da Dicehit Games. Como o estúdio tem apenas quatro pessoas, também seria inviável rastrear quais chaves foram ativadas por avaliadores reais e quais acabaram revendidas, então a equipe optou por não desativar os códigos para não prejudicar quem recebeu o material corretamente.
Em uma mensagem posterior, o estúdio resumiu a lógica por trás da decisão: se o jogador pirateia o game ou compra uma chave promocional revendida, a desenvolvedora continua sem ganhar nada. A diferença, segundo a equipe, é que pelo menos a pirataria não enche o bolso de um intermediário. Além disso, a Dicehit Games argumentou que um jogador que baixa ilegalmente ainda pode divulgar o jogo, enquanto o revendedor apenas lucra com algo que não produziu.
O caso entra para uma lista crescente de reações de estúdios independentes contra práticas que drenam receita justamente de equipes pequenas, como aconteceu no ano passado com a desenvolvedora de Farthest Frontier, que criticou um jogador por exigir correções em uma cópia pirateada. No fim, a fala da Dicehit Games escancara um problema recorrente do mercado indie: quando a distribuição de chaves foge do controle, o prejuízo quase sempre fica com quem menos tem margem para absorvê-lo.

