Coldzera: “eu não tenho limites”

A SK Gaming venceu o IEM Sydney nessa madrugada e Marcelo Coldzera David foi eleito o melhor jogador das finais, com uma performance dominante sobre a FaZe Clan, onde a SK venceu por 3 rounds a 1 para ganhar o seu segundo torneio em sequência nesse ano e um prêmio de 100 mil dólares.

Após a vitória, o site HLTV.org entrevistou Coldzera, e nós trazemos a tradução das principais perguntas do site e respostas do e-atleta. Caso você queira ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.

Chegando nas finais, vocês sabiam que iam enfrentar a FaZe. O que vocês sentiram e esperavam antes da partida?

FaZe é um time com uma escolha de mapas semelhante à nossa, e eu não estou surpreso de termos jogado esses quatro mapas. Nós gostamos de jogar contra a FaZe, porque, por causa dos mapas, eles são um excelente adversário para nós. Nós esperávamos uma partida difícil.

O nosso foco era vencer e propor o jogo, então nós estudamos eles, mas não fizemos nenhum tipo de estratégia “anti-FaZe”. Nós tínhamos nos preparado para uma série de situações e fomos melhor do que a FaZe nelas.

Falando sobre a Inferno, quando eu conversei com o TACO na fase de grupos, ele me disse que vocês aprenderam bastante no cs_summit mas não chegaram a conseguir vencer a FaZe na Inferno. Sobre esse mapa, há um favorito claro nele ou isso ainda está meio a meio.

Eu acho que, para nós, a Inferno ainda está meio a meio. Nós precisamos jogar mais e ter mais situações treinadas. Do lado dos CT, contra a FaZe, foi bem difícil porque eles jogaram rápido demais e nós não somos tão bons assim contra times que jogam muito rápido. Nós estamos praticando e vamos consertar esses erros. Agora, estamos um pouco mais confiantes na Inferno, mas no próximo torneio nós vamos nos sair melhor.

Uma das coisas que nós vimos non cs_summit e especialmente aqui é que o FalleN está de volta à forma antiga. Quais são as suas observações sobre as habilidades dele terem voltado?

Eu acho que o time está jogando melhor agora. felps parou de jogar individualmente e agora joga dentro do esquema do time, dando mais espaço pro FalleN. Por exemplo na Train, quando o FalleN está olhando na mid, felps está dando suporte pra ele. Se o FalleN está olhando pro lado direito, felps está olhando pro lado esquerdo, então o FalleN fica mais tranquilo com o outro lado e pode jogar o jogo dele. Assim, ele joga melhor.

Esse é o seu quinto MVP desde o começo de 2016 e o segundo nesse ano após ser eleito o MVP do cs_summit e você foi eleito o jogador número 1 da hltv.org em 2016. Onde está o limite do Coldzera?

Eu não tenho limite (risos).

Eu gosto de jogar bem e confiante, e eu amo jogar então, para mim… eu vou parar quando ganhar tudo. Esse é o meu foco atualmente.

A SK voltou? Como você vê a cena em termos de rankings, com vocês, a FaZe e a Astralis sempre competindo?

Eu acho que a Astralis está em queda. É normal, quando você está competindo e vencendo um monte de torneios, isso aconteceu conosco, com a fnatic e agora com a Astralis. Todos os times estudam quem está no topo porque eles estão sempre vencendo. Agora é difícil, mas eu acho que agora quem está em acensão é a FaZe. Eles têm ótimos jogadores e são um time muito bom no momento. Eu acho que a G2 precisa melhorar um pouco para chegar ao topo, eles têm um bom time e eu acho que nesse ano a cena de CS:GO é a mais competitiva que eu já vi.

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.