Cofundador de Call of Duty afirma que Activision tentou criar campanha sobre Irã atacando Israel

O cofundador de Call of Duty afirmou que a Activision pressionou desenvolvedores para criar uma campanha envolvendo o Irã atacando Israel, segundo declaração recente feita nas redes sociais. A revelação veio de Chance Glasco, um dos membros originais da Infinity Ward e um dos criadores da franquia.

Critical Hits
Receba as melhores ofertas em Games, Informática e Tecnologia no seu celular

Glasco comentou o assunto após um vídeo publicado pela conta oficial da Casa Branca nas redes sociais usar elementos visuais de Call of Duty em imagens relacionadas aos ataques militares contra o Irã. O conteúdo misturava imagens reais do conflito com interface típica do jogo, incluindo minimapa e notificações de experiência.

Segundo o desenvolvedor, a situação o fez lembrar de um episódio ocorrido anos atrás durante o desenvolvimento da franquia.

PUBLICIDADE

Desenvolvedor diz que ideia foi rejeitada pela equipe

De acordo com Glasco, após mudanças internas na estrutura da Infinity Ward, a Activision teria pressionado o estúdio para criar um novo Call of Duty cuja campanha mostraria o Irã atacando Israel.

Ele afirmou que a proposta gerou desconforto dentro da equipe de desenvolvimento. Segundo o relato, a maioria dos desenvolvedores reagiu negativamente à ideia e o projeto acabou sendo rejeitado.

Glasco foi um dos 22 desenvolvedores que deixaram o estúdio responsável por Medal of Honor no início dos anos 2000 para fundar a Infinity Ward. Dentro da franquia Call of Duty, ele trabalhou como animador principal em vários títulos da série.

Conflitos internos marcaram a história da Infinity Ward

Em 2010, os fundadores da Infinity Ward foram demitidos pela Activision após acusações de insubordinação. O episódio marcou um dos momentos mais turbulentos da história da franquia Call of Duty.

Após a saída do estúdio, Jason West e Vince Zampella fundaram a Respawn Entertainment, que posteriormente se tornaria conhecida por jogos como Titanfall e Apex Legends.

A partir desse momento, a Activision passou a exercer controle maior sobre a produção de novos jogos da série.

Desenvolvedores queriam mostrar que guerra não é entretenimento

Durante a discussão nas redes sociais, Glasco também comentou sobre a intenção original da equipe ao desenvolver as campanhas dos primeiros Call of Duty.

Segundo ele, os desenvolvedores queriam mostrar que a guerra não deveria ser vista apenas como entretenimento. A equipe buscava criar momentos que fizessem os jogadores refletirem sobre o impacto dos conflitos.

Um exemplo citado foi a missão No Russian, presente em Call of Duty Modern Warfare 2. A fase mostra um massacre em um aeroporto e ficou conhecida por gerar forte reação entre jogadores.

Glasco afirmou que muitos jogadores simplesmente paravam de jogar ao perceber o que estava acontecendo na missão. Devido à intensidade da cena, os desenvolvedores adicionaram a opção de pular o nível.

Ele também destacou que era possível completar a missão sem atirar em civis, embora muitos jogadores não soubessem disso.

Valteci Junior
Valteci Junior
Me chamo Valteci Junior, sou Editor-chefe do Critical Hits, formado em Jogos Digitais e escrevo sobre jogos e animes desde 2020. Desde pequeno sou apaixonado por jogos, tendo uma grande paixão por Hack and slash, Souls-Like e mais recentemente comecei a amar jogos de turno e JRPG de forma geral. Acompanho anime desde criancinha e é um sonho realizado trabalhar com duas das maiores paixões da minha vida.