Tim Cain, cocriador de Fallout, revelou em seu canal no YouTube os detalhes de um RPG que nunca saiu do papel. O jogo se chamava Time Walker e foi desenvolvido como proposta em 2001 ao lado de Jason Anderson, mas nunca chegou a ser produzido de fato.
Time Walker seria um RPG em primeira pessoa onde o jogador assumia o papel de um “agente temporal”, responsável por viajar no tempo e garantir que eventos específicos acontecessem para preservar a existência de sua própria realidade. Quanto mais improvável a sobrevivência da linha do tempo do jogador, melhores as armas fornecidas para a missão. A falha total resultava numa consequência bastante definitiva: o personagem simplesmente deixaria de existir.
Assassinar o Faraó Tutancâmon era uma das missões planejadas

É na descrição das mecânicas que Time Walker revela seu conceito mais provocador. Cain listou as principais características do jogo com a naturalidade de quem conta uma anedota: “Um, visitar 15 períodos históricos diferentes; dois, conhecer figuras históricas interessantes; três, matá-las”, disse ele, com uma risada discreta.
Os exemplos de missões iam desde o assassinato de figuras históricas decisivas para a linha do tempo até esforços de resgate de personagens importantes. Um caso específico mencionado por Cain era assassinar o Faraó Tutancâmon antes que ele chegasse à idade adulta. Em contraste, outra missão envolvia entregar uma boneca Barbie para uma menina no seu oitavo aniversário, ilustrando a amplitude tonal que o jogo pretendia ter.
Cain mencionou que Time Walker foi discutido para lançamento no Xbox original e que funcionalidades multiplayer chegaram a ser consideradas, embora ele não se recorde dos detalhes dessas conversas. No fim, o projeto nunca avançou.
A premissa de Time Walker é o tipo de conceito que dificilmente passaria pelos filtros de aprovação atuais sem gerar algum debate, mas que em 2001 provavelmente soava apenas como uma ideia criativa e irreverente de viagem no tempo. Com o histórico de Cain em design de sistemas complexos, é inevitável imaginar o que teria sido nas mãos certas.

