O CEO da Nvidia, Jensen Huang, criticou publicamente a crescente onda de pessimismo em torno da inteligência artificial, classificando o discurso como “prejudicial” para a indústria. Em entrevista ao podcast No Priors, Huang abordou as preocupações sobre uma suposta “IA divina” e afirmou que esse tipo de narrativa só atrapalha o avanço da tecnologia.
Segundo ele, não há qualquer indício real de que pesquisadores estejam perto de desenvolver uma IA com capacidade quase onipotente. “Essa IA que entende perfeitamente todas as linguagens humanas, genéticas, moleculares e físicas simplesmente não existe”, afirmou o executivo. Para Huang, a IA deve ser encarada como “a próxima indústria da computação”, uma ferramenta essencial para diversos setores econômicos.
Discurso alarmista atrasa avanços, diz Huang

Huang criticou o tom apocalíptico adotado por parte da comunidade científica, por líderes de opinião e até por governos. “Acho que causamos muitos danos recentemente com pessoas respeitadas que promovem narrativas do fim do mundo, como se tudo fosse ficção científica”, disse. “Isso não ajuda as pessoas, nem a indústria, nem a sociedade.”
Ao falar sobre o futuro da IA, o CEO reforçou que, embora a chamada “IA divina” esteja longe de se tornar realidade, é fundamental que o mundo continue avançando. “Precisamos seguir em frente na próxima semana, no próximo ano, na próxima década.”
A crítica também se estendeu à ideia de que o controle da IA poderia ser centralizado em uma única empresa ou país. Huang chamou essa visão de “extrema e inútil”, acrescentando que pensar dessa forma só levaria à estagnação do setor.
Apesar das falas de Huang, o debate sobre os riscos da IA segue intenso. Recentemente, o jogo Clair Obscur: Expedition 33 teve seu prêmio de Jogo do Ano retirado após controvérsias sobre o uso de IA generativa. O episódio mostra que a divisão entre entusiasmo e receio deve continuar nos próximos anos, tanto no setor de tecnologia quanto na sociedade em geral.

