O boicote global ao PlayStation começou em 23 de agosto e pede que jogadores deixem de usar seus consoles durante uma semana, em protesto contra os planos da Sony para abandonar a produção de discos físicos. A mobilização, identificada pela hashtag #PSBlackout, seguirá até 30 de agosto, sempre às 19h no horário local de cada região.
A proposta é que os participantes saiam de suas contas e não utilizem o PlayStation para jogar ou fazer compras digitais. O movimento foi organizado pela comunidade de preservação de jogos DoesItPlay e ganhou apoio de criadores de conteúdo e integrantes da indústria. A iniciativa tem adesão em diferentes partes do mundo, incluindo América do Norte, Japão e Austrália.
O momento escolhido também coincide com a Gamescom, evento realizado em Colônia, na Alemanha, até 30 de agosto. Os organizadores esperam aproveitar a presença de grandes empresas e a ampla cobertura da imprensa para manter a discussão sobre a preservação de jogos físicos em evidência.
A mobilização ocorre depois de uma petição no Change.org pedir que a Sony mantenha os lançamentos em mídia física. O abaixo-assinado já ultrapassou 371 mil assinaturas. Seus responsáveis também convocaram os apoiadores a participar do apagão e destacaram a importância das lojas independentes e especializadas para a sobrevivência do mercado físico.
A Sony pretende encerrar completamente a produção de discos a partir de janeiro de 2028. A medida afetaria tanto os jogos próprios da empresa quanto títulos de outras desenvolvedoras lançados para os consoles PlayStation.
Ainda pode haver jogos vendidos em lojas físicas depois dessa mudança, mas as caixas não teriam um disco. Em vez disso, viriam com códigos para download. A Sony justificou a decisão afirmando que as compras digitais já representam a maior parte das vendas de videogames.
Por enquanto, não é possível medir quantas pessoas aderiram ao #PSBlackout nem se a ação terá influência sobre os planos da empresa. Ainda assim, a combinação entre a petição com centenas de milhares de assinaturas e o boicote durante um dos maiores eventos da indústria mostra que a discussão deixou de ser apenas uma preferência de consumidores. O protesto também reforça uma preocupação concreta com acesso, preservação e a permanência de lojas especializadas em um mercado cada vez mais dependente de licenças digitais.


