Bloodborne: The Card Game é a coisa mais linda que você verá nessa semana

Bloodborne foi lançado para PlayStation 4 em 2015 e abriu um corte profundo e sangrento nos jogadores de console procurando por se aventurar nos seus desafios. Um ano depois, Bloodborne retorna, dessa vez como um jogo de cartas de tabuleiro, com a promessa de manter a morte imprevisível da franquia.

Bloodborne: The Card Game, feito pelo vencedor de prêmios Eric Lang e publicado pela Cool Mini or Not, é baseado nas Chalice Dungeons do jogo original, que são dungeons geradas randomicamente embaixo da cidade de Yharnham. Um grupo de três a cinco pessoas se aventurarão nestas dungeons e desafiar monstros e chefes mortais, procurando arrancar o sangue das criaturas e clamar seus cadáveres como troféus para provar quem é o maior caçador.

O card game é completamente sobre gerenciamento de riscos. Inicialmente, os caçadores começam com a mesma quantidade de cartas de armas no seu baralho. A Cada round, um novo mostro aparece de um monte criado randomicamente e ataca todos os jogadores, dando dano ou potencialmente matando-os caso sua saúde esteja muito baixa. Cada caçador tem uma chance por vez de responder ao ataque jogando uma arma da sua mão, infligindo dano no inimigo e coletando uma quantidade de sangue igual ao dano causado. Se um caçador participou no round de combate e o time conseguir derrotar o monstro, um troféu é adicionado na mesa, que se transformará em pontos de vitória no final do jogo.

Quando Bloodborne foi anunciado pela primeira vez, Lang foi ao twitter descrever sua visão sobre o jogo, dizendo “Meu objetivo com Bloodborne era canalizar a intensidade e frustração do jogo de video game em uma competição entre os jogadores. Muitas mortes.”

E realmente, espere morrer — frequentemente — até o caminho para o encontro com o boss final do jogo. Inimigo icônicos como os Carrion Crows, Bloodsuckers, e até mesmo o Blood-starved Beast podem facilmente matar um caçador despreparado. E assim como o jogo de PS4, a morte é apenas um atraso temporário, mas com um custo potencialmente terrível. Todo o sangue acumulado que não foi utilizado no Sonho do Caçador é perdido para sempre, o que pode custar aos jogadores dezenas de pontos de vitória.

Um bom caçador sabe quando escolher suas lutas e quando recuar para a segurança do Sonho para comprar upgrades, itens e cura e para pontuar no jogo.

Os upgrades de equipamentos no card game são variados e numerosos, indo de armas de longo alcance devastadoras como a Repeating Pistol ao lendário Kirkhammer. Várias das armas de longo alcance possuem jeitos interessantes de interromper a ordem padrão dos turnos, o que pode dar aos jogadores a chance de roubar um pouco do sangue das criaturas e clamar um troféu antes que os oponentes o façam.

A melhor parte é que um grupo não terá que gastar horas abrindo caminho entre os inimigos através da dungeon e morrendo para bestas mortais. Um jogo de Bloodborne CG pode ser completado em 30-45 minutos, dando tempo para os jogadores serem massacrados por bestas famintas de novo e de novo e de novo. Bloodborne CG faz um trabalho incrível em recriar com maestria o senso de tensão e pavor da franquia original.

O designer do jogo, Eric Lang não é um estranho dos vídeo games, ou até mesmo de adaptá-los para tabuleiros. Em 2015, ele lançou o hit XCOM: The Board Game, que provia uma experiência única de uma invasão alienígena.

Eric Lang foi honrado na última semana com o Diana Jones Award, considerado por muitos uma das maiores honras da indústria de jogos de tabuleiro.

A recepção para Bloodborne CD durante a Gen Con (convenção que o jogo foi revelado) parece ter sido universalmente positiva entre as pessoas que puderam testar o jogo, e a publisher lutou para manter cópias guardadas em sua cabine durante os quatro dias de evento. Também houveram filas constantes de jogadores querendo testar o jogo em todos os horários.

Bloodborne: The Card Game estará disponível mundialmente em Outubro deste ano.

David Brito

Fã de Roguelikes e J-RPGs, David passa a maior parte do seu tempo livre testando novos jogos e lembrando a todos o quanto ele ama a franquia Persona.

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