BGS 2017 – Jogamos Frostpunk, aquele jogo de sobrevivência com canibalismo dos criadores de This War of Mine

A Brasil Game Show trouxe uma série de jogos interessantes e ainda não lançados para o público, e um dos que eu estava mais curioso para testar era Frostpunk, um jogo do qual já falamos aqui anteriormente e que o nosso público clamava por mais informações.

Ter uma ideia para um jogo é muito fácil, mas transformar essa ideia num esquema de jogo que seja interessante é um desafio completamente diferente, e esse é o grande pulo do gato entre um jogo que simplesmente tem uma ideia divertida e um jogo que realmente consegue manter o interesse do jogador depois dos 5 primeiros minutos, e eu tenho a felicidade de dizer que Frostpunk é esse tipo de jogo.

A ideia do jogo é basicamente essa: o mundo está sofrendo de uma espécie de Era Glacial onde cidades ficaram isoladas e você deve garantir que o seu povo sobreviva. Para isso, você tem à sua disposição a tecnologia dos anos 1800 e um acampamento com cerca de 80 adultos e 10 crianças. Você precisa administrar uma série de recursos finitos para garantir que o máximo possível de pessoas sobrevivam, como comida, madeira, carvão e, principalmente, calor.

Como o mundo está congelado, você tem que garantir que o seu povo não morra de frio ou de fome, e para isso você tem que tomar decisões difíceis. A primeira coisa que você tem que fazer é garantir que a sua cidade conte com madeira e comida o suficiente, além do carvão para manter a caldeira aquecida. Como o mundo foi acometido de um desastre, não há tetos para os seus habitantes dormirem, então você tem que construir casas.

Como não é possível abrigar todo mundo de cara, os seus cidadãos começam a adoecer, e então você tem que começar a tomar decisões difíceis, como manter os doentes longe dos saudáveis e criar uma quarentena ou mandar os doentes trabalharem mesmo assim (afinal, quanto mais gente doente, menos gente coletando recursos) e torcer para que você não tenha uma epidemia na sua cidade.

Conforme o jogo vai avançando, problemas vão surgindo e você terá que ir legislando conforme esses problemas surgirem: os recursos estão vindo de maneira lenta demais? Não tem problema, façamos turnos de 24 horas. Ainda assim falta mão de obra? Mandem as crianças trabalharem. As crianças estão se distraindo? Discipline elas e mande-as de volta pro trabalho. Precisa de mais pessoas? Mande um grupo de batedores procurar por sobreviventes.

Ao todo, eu joguei cerca de meia hora de Frostpunk na Brasil Game Show 2017, e o jogo se apresentou com aquela cara de jogo que você joga “só mais um turno” e acaba matando uma tarde inteira em cima dele, ou seja, é um jogo que trabalha muito bem a retenção do jogador.

Frostpunk será lançado ou no final de 2017 ou no começo de 2018, e já está na minha lista de jogos que eu estou ansioso pelo lançamento.

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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Tags: Frostpunk

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