Trabalhadores do sindicato da Bethesda Game Studios anunciaram protestos para o dia 15 de julho em quatro estúdios da empresa, em resposta ao corte de 440 membros de seu quadro, impactando também estúdios da ZeniMax vinculados ao Xbox. As manifestações ocorrerão nas sedes de Montreal, Rockville (Maryland) e Austin, buscando pressionar a gestão da Microsoft após os recentes desligamentos em massa.
Contexto das demissões e reivindicações do sindicato

Os cortes anunciados esta semana afetam significativamente equipes de importantes franquias, com cerca de 100 demissões na Id Software, criadora de Doom, e mais de 200 no estúdio ZeniMax Online, responsável por The Elder Scrolls Online. O sindicato OneBGS, afiliado à Communications Workers of America (CWA), reforça que não aceitará passivamente os desligamentos, planejando uma mobilização unificada para mostrar “que estão falando sério”.
Além dos protestos físicos, o sindicato encaminhou uma comunicação à Microsoft exigindo negociações formais em um processo chamado ‘Effects Bargaining’, que visa negociar os impactos das demissões. Entre as demandas estão a transferência prioritária para funções abertas dentro da Microsoft e Xbox, a oferta de melhores condições de desligamento e a garantia de direitos para que os demitidos possam ser recontratados prioritariamente quando os estúdios expandirem.
Os cortes fazem parte de um conjunto maior de demissões que atingirão inicialmente 1.600 posições no Xbox, podendo chegar a 3.200 até o encerramento do ano fiscal da Microsoft. Apesar das preocupações iniciais, a empresa esclareceu que não há planos para o fechamento dos estúdios ou cancelamento de jogos, optando por reestruturar a Bethesda para focar em suas principais franquias, como Fallout, The Elder Scrolls, Doom, Quake e Wolfenstein, conforme apurado pela Bloomberg.
Impactos da reestruturação e mobilização sindical
A articulação dos funcionários da Bethesda evidencia uma reação coordenada para garantir condições justas em um momento de grandes transformações dentro da Microsoft e do setor de jogos. A intenção do sindicato é não apenas contestar as demissões, mas também estabelecer precedentes para proteção dos direitos dos trabalhadores diante de cortes futuros. Essa mobilização pode influenciar negociações trabalhistas em outras áreas da indústria de videogames, que enfrenta desafios semelhantes.
Fonte: Kotaku

