O RPG de ação Beast of Reincarnation, primeiro grande projeto da Game Freak fora da franquia Pokémon, não será um jogo de mundo aberto e tampouco seguirá à risca o estilo Soulslike. Em entrevista à Famitsu, o diretor Kota Furushima explicou os principais sistemas do jogo, previsto para ser lançado em meados de 2026.
Furushima esclareceu que o game será estruturado de forma linear, com uma longa jornada dividida em “distritos”, que representam diferentes áreas em uma espécie de estrada até Kyoto. Sem elementos online, a proposta foca na relação entre a protagonista Emma e seu cão parceiro, Koo, elemento central da experiência de jogo.
Dificuldade customizável e combate híbrido com Koo
Ao contrário dos jogos no estilo Soulslike, Beast of Reincarnation contará com opções de dificuldade selecionáveis, além de mecanismos para que o jogador possa ajustar a experiência conforme suas habilidades. A árvore de habilidades e o sistema de suporte de Koo funcionam como formas de tornar o combate mais acessível. Furushima recomenda que iniciantes escolham um nível mais baixo de dificuldade para aproveitar melhor o jogo.
O combate mistura elementos em tempo real e pausados. Quando Emma realiza aparos bem-sucedidos, acumula pontos que ativam o sistema Bloom Art, permitindo a Koo usar habilidades especiais com pausa para escolher alvos e ações. Quanto maior o vínculo entre Emma e Koo, mais espaços de habilidades passivas ficam disponíveis. Esse vínculo é fortalecido ao alimentar, acariciar e cuidar do cão durante a jornada, com um limite de até seis habilidades equipadas.
Beast of Reincarnation busca se diferenciar por sua estrutura, acessibilidade e foco emocional na relação entre humano e animal. A decisão de excluir o modo online reforça essa proposta. Com elementos únicos no combate e progressão, o título promete uma abordagem distinta dentro do gênero de RPGs de ação.

