A autora de Gachiakuta, Kei Urana, veio a público para desmentir uma informação que passou a circular com força nas redes sociais, atribuída de forma equivocada por parte do fandom da obra.

A própria Kei Urana, autora de Gachiakuta, usou seus stories no Instagram para ironizar o boato. Na publicação, ela escreveu: “Internet: Urana é não binária! Eu: Sério?”, deixando claro que a afirmação não corresponde à realidade.
A declaração ganhou ainda mais repercussão após a viralização de um tuíte que afirmava que fãs estariam comemorando sem saber que Kei Urana seria não binária e que o anime teria uma abordagem “queer”. O problema é que a própria autora já havia negado anteriormente outras suposições semelhantes, como a ideia de que um de seus personagens seria trans, algo que também não procede segundo ela.
A origem da confusão remonta a 2023, a partir de uma publicação do Manga Mogura. Na ocasião, foi divulgado que Kei Urana preferia o uso de pronomes neutros ao se referirem a ela, algo perfeitamente possível na língua japonesa. No entanto, ao lidar com traduções para o francês, idioma que não possui pronomes neutros, a editora optou inicialmente por pronomes masculinos e, posteriormente, passou a utilizar pronomes femininos.
Esse pedido por neutralidade acabou sendo interpretado de forma equivocada por parte do público, como se fosse uma confirmação de identidade não binária. Na prática, o que ocorre com frequência entre autores japoneses é a busca por anonimato, evitando expor gênero, aparência ou detalhes pessoais, sem que isso tenha relação direta com identidade de gênero.
Um exemplo clássico citado em discussões semelhantes é o caso da autora ou autor de Kimetsu no Yaiba, cuja identidade permanece oficialmente não confirmada. Apesar de especulações recorrentes, o criador prefere manter completo anonimato, algo comum na indústria de mangás.
No caso de Kei Urana, essa postura mudou em 2024, quando ela decidiu se revelar publicamente. Desde então, uma foto oficial foi divulgada e a autora passou a aparecer com mais frequência em eventos e materiais promocionais, confirmando que é uma mulher.
O episódio reforça a importância de evitar teorias e afirmações categóricas sobre criadores e criadoras sem que eles próprios se manifestem. No fim, a palavra final sobre identidade pessoal sempre deve partir do próprio indivíduo.

