Devora Wilde, conhecida por interpretar Lae’zel em Baldur’s Gate 3 e Clea em Clair Obscur: Expedition 33, reforçou a fala de seu colega de elenco Charlie Cox sobre a importância dos artistas de performance capture. Em entrevista ao Radio Times Gaming, Wilde afirmou que separar a atuação de voz da captura de movimento é algo cada vez mais difícil e que os profissionais dessa área merecem mais reconhecimento.
Charlie Cox já havia elogiado artista de performance
Durante sua participação em Clair Obscur: Expedition 33, Charlie Cox, também conhecido como o Demolidor, destacou que o mérito pela performance de Gustave deveria ir para Maxence Cazorla, responsável pela captura de movimento do personagem. “Minha voz foi apenas parte do processo”, disse Cox após ser indicado ao The Game Awards, pedindo que os créditos fossem estendidos ao colega de bastidores.
Devora Wilde reforça importância dos dublês e atores físicos

Comentando sobre o mesmo tema, Devora Wilde foi enfática ao dizer que “é difícil separar as duas coisas e fazer uma sem a outra”, referindo-se à dublagem e à performance física. Ela também ressaltou que os atores de performance capture precisam dominar a emoção da cena com a mesma intensidade dos dubladores. “Tenho enorme respeito pelo que eles fazem”, afirmou.
Além disso, Wilde destacou o trabalho dos dublês que executam cenas fisicamente exigentes. “Aquelas lutas com espadas e acrobacias, como os saltos mortais… isso não sou eu”, disse, brincando ao lembrar de uma cena em que sua personagem Lae’zel pula de uma nave em Baldur’s Gate 3.
Em jogos como Cronos: The New Dawn, a atriz revelou que chegou a dublar uma personagem cuja captura de movimento já havia sido gravada por outra pessoa, exigindo dela uma “sintonia perfeita” com alguém que nunca conheceu. Situações como essa mostram a complexidade da criação de personagens nos jogos modernos e reforçam a importância da valorização de todos os envolvidos nesse processo.

