Ben Starr, ator de voz de Clair Obscur: Expedition 33, usou sua participação no BAFTA Games Awards deste ano para defender uma posição direta sobre a onda de adaptações de videogames para cinema e televisão: os jogos não precisam delas para provar seu valor.
Expedition 33's Ben Starr says that video games don't need live action adaptations pic.twitter.com/9dZQRelKSu
— Dexerto (@Dexerto) April 26, 2026
“Não acho que os videogames precisam de adaptações para se justificar”, afirmou Starr ao Dexerto. “Acho que é empolgante, é um testemunho do poder dos videogames que tantas pessoas queiram ir buscar nos jogos. Mas não acho que precisamos delas. Acho que a TV precisa de nós. O cinema precisa de nós.”
Um argumento sobre legitimidade

Starr deixou claro que não se trata de uma rivalidade entre mídias. Ele próprio e outros atores de voz transitam entre jogos, cinema e televisão. O ponto central é outro: adaptações como a série de God of War na Amazon e a de Assassin’s Creed na Netflix só existem porque as franquias já têm bases de fãs com valor percebido suficiente para justificar o investimento, não o contrário.
O ator reconheceu o benefício real dessas produções quando bem executadas: levar jogos para além do público tradicional de gamers. “Vimos isso acontecer com The Last of Us, foi incrível. Estamos vendo com Fallout, com pessoas revisitando Fallout 4. É bom trazer mais pessoas para os jogos”, disse.
Mas o limite do argumento está claro para ele: “Se isso significa que mais pessoas vão jogar videogames, ótimo. Mas os videogames não precisam justificar sua existência sendo séries de TV. Eles são ótimos porque são jogos.”
Com Clair Obscur: Expedition 33 também sendo cotado para uma adaptação cinematográfica, a declaração de Starr chega em um momento especialmente oportuno.


