Asha Sharma continua definindo os contornos da sua gestão à frente do Xbox. Em entrevista ao jornalista Stephen Totilo do Game File, a CEO esclareceu o que entende por “abertura” ao falar sobre o futuro da plataforma, um dos pilares centrais do memo conjunto divulgado com o CCO Matt Booty.
Desde que assumiu o cargo após a aposentadoria de Phil Spencer e a saída de Sarah Bond, Sharma já reduziu o preço do Xbox Game Pass Ultimate, encerrou a campanha “This Is An Xbox” e está abandonando progressivamente o branding “Microsoft Gaming”. A nova direção aposta em três conceitos: acessibilidade, personalização e abertura.
O que “aberto” significa na prática

Quando questionada sobre se “aberto” implicaria a disponibilidade de diferentes lojas na plataforma Xbox, como a storefront da Epic Games, que já sinalizou interesse no próximo Xbox, Sharma foi direta ao esclarecer o escopo da visão: “Queremos que a plataforma seja aberta para que mais pessoas criem nela e para que mais jogadores participem personalizando e expandindo essa experiência.”
A resposta indica que a abertura defendida por Sharma está mais voltada para criadores e personalização do que necessariamente para a chegada de lojas concorrentes ao ecossistema Xbox.
Sobre o Xbox Ally, o dispositivo portátil que já oferece múltiplas storefronts além da Microsoft Store, a CEO reconheceu não ter participado das conversas que definiram o produto e afirmou que as decisões serão reavaliadas em conjunto com a equipe e os parceiros da empresa. “Compartilharemos mais quando pudermos”, disse.
A postura de Sharma segue o mesmo padrão das suas declarações anteriores: disposição para reavaliar sem comprometimento imediato. Para os jogadores que esperam respostas concretas sobre o rumo do Xbox, a clareza ainda está por vir.


