O diretor de Arknights: Endfield admitiu durante a GDC que o sistema de gacha do jogo tem problemas sérios e está em processo de reformulação para ficar menos confuso e intrusivo na experiência do jogador.
Ryan, em entrevista, reconheceu críticas sobre moedas excessivas, taxas pouco claras de obtenção de personagens, rotação de banners complexa e mecânicas de pity difíceis de acompanhar. “As pessoas podem ser críticas em relação à parte gacha porque não estão acostumadas com esse método de monetização”, disse ele, apontando uma diferença cultural entre o público ocidental e asiático. Para lidar com isso, a Hypergryph já começou a distribuir mais moedas no início da campanha, adicionou permissões especiais para escolher personagens diretamente e analisa dados internos para evitar barreiras de paywall.
O objetivo é claro: garantir que jogadores gratuitos consigam montar times competitivos e acessar o conteúdo principal sem frustração. A interface também passa por simplificação, com possível unificação de moedas para reduzir a confusão visual. “Precisamos monitorar se os jogadores gratuitos conseguem aproveitar o jogo. Essa é a nossa principal preocupação”, afirmou Ryan.
O debate sobre gacha em Endfield não é isolado. Mesmo fãs do gênero, acostumados com Genshin Impact, consideram o sistema atual datado e pouco intuitivo. A promessa de ajustes é positiva, mas ainda depende de questionários e dados para provar eficácia.


