O uso de inteligência artificial em ARC Raiders voltou ao centro do debate após novas declarações de Patrick Söderlund, CEO da Embark Studios. Em entrevista recente, o executivo afirmou que a tecnologia não substitui profissionais humanos no desenvolvimento do jogo e defendeu seus benefícios tanto para a produção quanto para a experiência dos jogadores.
Desde seu lançamento em outubro de 2025, ARC Raiders conquistou destaque com mais de 481 mil jogadores simultâneos no Steam e uma taxa de retenção acima de 90% em 2026. Apesar da forte concorrência de títulos como Battlefield 6 e Call of Duty: Black Ops 7, o jogo manteve sua base ativa, enquanto seus rivais enfrentaram queda acentuada de usuários. No entanto, nem o sucesso comercial foi suficiente para blindar o jogo de críticas envolvendo o uso de IA em sua produção.
Embark reforça que não substituiu profissionais

A controvérsia gira em torno do uso de IA para simular vozes de dubladores humanos. A tecnologia, segundo a Embark, foi treinada com o consentimento e remuneração dos profissionais envolvidos. Mesmo assim, parte da comunidade demonstrou insatisfação com a decisão, argumentando que a emoção transmitida por um ator real não pode ser replicada por uma voz sintética.
Söderlund rebateu as críticas afirmando que a IA não foi usada para cortar custos ou evitar contratações. Para ele, a ferramenta agiliza a produção de conteúdo e melhora a eficiência do processo criativo, especialmente em jogos de grande escala. Ele também destacou que o debate sobre IA é complexo, mas que a tecnologia pode ser benéfica se usada de forma ética e responsável.
Outros nomes da indústria também se posicionaram sobre o tema. Shams Jorjani, CEO da Arrowhead Game Studios e responsável por Helldivers 2, apontou que o setor está dividido entre estúdios que buscam automatizar processos e desenvolvedores que enxergam a IA como uma ameaça direta à sua profissão. Para Jorjani, o ponto principal é garantir que os profissionais envolvidos sejam devidamente pagos por seu trabalho.

